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Lua Nova de Virgem

A minha Lua Nova de Virgem reza assim:

Nova Maria cheia de Graça,
Cheia de Terra e de Sangue na Taça.
No seu horizonte clara linha recta,
E certeza de estranhos já não a afecta.
Virgem contida na sua atenção,
Retida nas águas da sua emoção,
Liberta o seu corpo porque é muito amado
E entrega-se ao Céu que lhe é dedicado!
Assimila as viagens de pequena distância
E ser a perfeição não é mais uma ânsia.
Descoberto o tesouro da felicidade,
Revela-se e serve com simplicidade
Sendo o canal que melhor puder
(E que melhor canal que ser Mulher?)
Nova Maria cheia de Graça,
Serve o seu sangue que carrega na taça,
E nutre com ferro quem dele beber
Aviva serpentes e faz renascer.

Inero

Inero (o Nero romano que vive dentro de mim) é um espalha brasas maníaco que adora pegar fogo ao circo, ver o circo pegar fogo e toca lira enquanto delira com as cores de sangue no céu.
Atormentado pelo peso do calor da noite, Inero sonhou com a Pitonisa que, à entrada do templo de Delfos, lhe perguntava incessantemente: “Inero, como te Chamas? Como te Chamas?… “. Despertado e atiçado por questão tão estranha e inconveniente, Inero decidiu ir ao fundo de sua mente. Viajou então para a Grécia na esperança de, junto dos deuses, descobrir sentido para o seu nome e a causa raiz para a sua pirofilia atípica.
Entretanto, o fogo espalhara-se já por toda a Europa que era agora uma mistura de cinzas, faúlhas e fumos negros; assim, quando Inero chegou ao monte Olimpo todos os deuses já se tinham refugiado há dias no Rio e presidiam aos Jogos 2016 em cima do Cristo Rei! Desolado de isolado, o impera-dor interno do meu próprio inferno deu-se conta, então, que fazer arder provoca a(r)dor e implorou a Gaia cura para a sua perversão e tamanha secura. Nisto, a Terra abre-se numa profunda fenda e Inero é violentamente sugado para o seu interior e levado à presença de Hades, o deus mal amado, que nem para as Olimpíadas fora convidado!
– Nero, Nero… – começou Hades com um tom ameaçador.
– Inero! – corrigiu rapidamente o imperador romano.
– Inero o caralho, quem manda aqui sou eu, seu pirófilo de merda! Nero! Ouviste? Nem o teu nome sabes? Não sabes como te chamas?? Não conheces a tua chama? Não sabes a tua identidade?
– Eu achava que sabia…
– Cala-te!! Seu ignorante! É por isso que andas a atear fogo lá fora! Porque não conheces o teu fogo interno, a tua chama, a tua identidade! Não te conheces por dentro! Quantos anos mais é que achas que Urano vai transitar em Carneiro?? Ah?? Daaassss! Achas que há tempo a perder para te revelares? Também tens medo de te engasgares com o Fruto da árvore do conhecimento?? É por isso que nem sabes o teu nome? Por acaso sabes, seu imperador burro, o que significa NERO, em grego??
– … Não…?
– ÁGUA!!! ÁGUA! Percebeste agora? Percebeste agora o drama que a tua ignorância é para todos nós e para os humanos? ? Se não sabes que nasceste para dar água aos teus irmãos, andas praí feito maluco a atear fogo a eito…! Já viste bem as labaredas lá fora? Até as brasas mortas que eu tinha aqui eternamente condenadas foram vivinhas lá para cima!! O inferno devia ser só aqui, no meu reino, seu desgraçado! Eu mato-te!!

Foi então, com esta brutalidade (à moda de Plutão), que se fez luz dentro de Nero que finalmente percebeu a origem da sua secura. E, nos tempos que correm (com Quíron em Peixes), se cura, só pode ser água! Águas de Março, águas do mar, águas de Deus, águas dos céus.
Com Urano e a sua revolução (ou volta) do Fogo primeiro, Nero despertou e, a partir de romA, Amor e Água (que são a mesma coisa) por todo o círculo da Terra, com alegria, espalhou. A Terra ou Gaia, por tudo isto agradecida, cobre-se de novo de verde fértil, qual fénix das cinzas renascida!
E Nero, que um dia fora Inero, é agora também Neroi: do fogo alto e das águas renovadas, o meu amado herói!

Marte estacionário

Nem sempre parar é morrer. Pode ser via para reconhecer. O Marte de cada um, o herói, comecou a descer o vale profundo, há umas semanas, para o confronto com o seu monstro do medo que ainda não tinha sido derrotado. Marte não desce mais do que isto. Está quase, quase a ficar directo, mas para já ainda está estacionário. Poderá estar paralisado, a tremer, em pânico… é legitimo… Afinal não é todos os dias, nem sequer todos os anos que o herói dá de caras com um monstro antigo. Mas, para mim, Marte está parado …de tão estupefacto…

Vi o monstro ao longe. “Tem pêlos, provavelmente é muito mau” – pensei. Tomei uma garrafa de coragem líquida e avancei determinada, de espada em riste na mão direita e o escudo na esquerda, bem alto, só se me viam os olhos esbugalhados de terror e vigilância. Eis que cheguei muito perto; já lhe sentia o cheiro a testosterona e o resfolegar ruidoso, quente e húmido. Espreitei rapidamente por cima do escudo com cara de má (que é sempre uma armadura a mais em qualquer situação de guerra) e ficamos finalmente cara-a-cara. Foi então que parei, reparei, estacionei e … Ri!
O montro ainda fez “Booo” em inglês (o que dá outro élan à coisa) só que… tinha um ar fofinho! Era grande, mas o tamanho não lhe tirava o aspecto indefeso, de orfão desejoso de um colo quente. “Era isto, santo Deus!? Era disto que tinha tanto medo?? Foi para isto que desci ao campo de batalha armada até aos destes?? A sério?? Hahahahahaha! ”
Ri-me da minha expectativa medonha, tão distorcida e tão distante da minha actual realidade. Sorri-lhe, pisquei-lhe o olho e ainda lhe dei um beijinho. Decidi não o matar, não havia motivo nenhum para fazer mais sangue. Antes preferi tomar conta dele (já que é meu), tirá-lo do fundo do vale, levá-lo comigo, encosta acima, na subida dos próximos tempos e mostrá-lo (coisa feia mais linda!) a quem quiser ver.
E ainda que a subida seja dura (pelo menos com a inércia do arranque primeiro) valerá bem a vista, lá de cima, a dois, pois Marte em “Poderoso” é muito mais que mero inteiro.

Lua Nova em Gémeos

Feliz lua nova em Gémeos.
Sente, que neste regresso ao campo de batalha com o monstro do medo, as escolhas tornam-se agora muitissimo mais importantes, porque as possibilidades multiplicam-se, o que parecia ser de um jeito relativiza-se sob uma nova luz mais colorida e a flexibilidade interna para acomodar tanta variacao aumenta consideravelmente.
Esta lunacao activa uma grande cruz mutável, então são prováveis encruzilhadas de informação e multiplicidades de oportunidades que estavas longe (até ontem) de considerar.
A cruz tem quatro bracos (em Gémeos da relativizacao, em Virgem da selecçao, em Sagitário das leis e em Peixes da imaginação) e Mercúrio, o dispositor da lunação, tirou as sandálias com asas e tem os pés bem assentes na Terra de Touro. Entao passeia-te descalça pelo campo, abre-te às sensações e capta toda a informação ao teu alcance, mas nao te iludas, nao te desorientes, nao desvirtues o potencial de veres e sentires novas perspectivas, novos caminhos, realmente novos! Perante cada nova oportunidade de experiência, não te precipites; antes analiza o seu real valor, verifica se se harmoniza com o teu horizonte de verdade e sente se corresponde ao teu ideal sonhado. E sempre que puderes descansa de tanto estímulo.
Daqui por uma semana Mercúrio entra em Gémeos e ja poderás voltar a calçar as sandálias voadoras… mas nao penses que te escapas deste campo, nem do resto da batalha com o monstro.

In the Army now

Neste momento, a Lua faz nos céus de estafeta e passa o testemunho, ou as ordens, entre Plutão em Capricórnio (o poder das altas patentes) e Urano em Carneiro (o grupo dos soldados rasos). O herói, um dos soldados (Marte) ainda está no planalto (Sagitário) a entoar os últimos cânticos sagrados em prece por protecção, enquanto levanta a espada e a aponta lá para o fundo do vale, onde travou a última batalha sangrenta (Escorpião), e se vai preparando para lá regressar, desta vez com orientação superior, maior visão e sabedoria. Não podia estar mais longe do seu tesouro (Sol) e da sua princesa (Vénus); resta-lhe só a fé que irá regressar vivo e vitorioso a este mesmo planalto depois de derrotar o seu monstro lá em baixo.
Para mim, que sou carneiro com marte conjunto a saturno e albergo uma fuzileira ferida cá dentro, só me vem à cabeça esta que é a música de fundo dos meus dias mais duros. Farda vestida, balde de água fria pela cabeça abaixo e pontapé no cú para o gelo da noite. “Stand up and fight!You’re in the army now.”

Mercúrio estacionário em Touro

De tanto meditar comecei a levitar.

Esta prática da levitação é óptima para o show off new agy! Até já pensei organizar um workshop sobre o tema, com o título “Levite por si mesmo, em 34 saltos”. Mas depois ocorreu-me que bom, mesmo bom (muito melhor do que ensinar em workshops em que ninguém se inscreve) era dar a volta ao mundo em levitação!!! PLIM! “A volta ao mundo em levitação” – Não é genial? Claro! Pois, se a Terra dá uma volta sobre si mesma em 24h, basta-me permanecer 24h em levitação para ver todas as paisagens do mundo a girarem a meus pés! Confesso que logo a seguir a ter esta ideia comecei a ver, na minha tela de cinema interno, agências de viagens a falir, transportadoras aéreas transformadas em museus e os alojamentos rurais, típicos e naturais a florir, à medida que o turismo “Low Cost” ia sendo substituido pelo “No Cost”. Fantástico – pensei.

Como não me quis ficar pelo pensamento, fui de imediato traçar o plano para aproveitar esse momento. Então, domingo de manhã, com tudo préparado, saio de casa, não sem antes me despedir dos meus pais, afinal podia não os ver nunca mais… É que a minha falta de cultura é tal que não faço ideia se nesta latitude há conflitos aéreos, e se houvesse, poderia ser fatal: “Até amanhã!” – disse-lhes. “Onde vais? “. “Vou dar a volta ao globo!”. Cada um deles, incrédulo à sua maneira (o meu pai porque não me vê capaz de dar a volta ao globo e a minha mãe porque não me vê num globo capaz de dar a volta), disse-me, antevendo a minha morte, “Vai com cuidado, boa sorte”.
Então, fui e aqui estou, nas fotos, pronta para dar a volta ao globo, perto da Senhora do Salto em Paredes, onde decidi começar a viagem em levitação, no dia em que Mercúrio (planeta das pequenas viagens) virou directo. Cheguei, meditei, levitei (com a minha camarawoman a registar o momento do início da viagem, para ficar com um registo do meu feito épico, semelhante aquele em que um camaraman fotografou a missão Apolo 11 a aterrar na “lua” pela primeira vez, só que ao contrário), esperei, esperei… várias horas… E nada! Nada aconteceu, apenas o sol desceu muitos graus em relação ao meu horizonte. Mas eu… nao saí do sítio.

Não sei se foi o nível profundo de meditação em que me encontrava que me impossibilitou de sair do meu centro, se foi por Mercúrio ainda estacionário (no signo de todos o mais geocêntrico) estar muito lento, se foi a Terra que não se mexeu de todo e de facto, ou se foi por eu, apesar de levitar, ainda estar sujeita às leis de Newton, o Isaac…

Ok…eu não sou uma astronauta, não quero estar em falta e por isso posso dizer o que inventei: a verdade é que eu não levitei… Isto foi só um salto como se pode ver pelas mãos ao alto! Mas apesar de tudo sei que o Plano é perfeito e prová-lo-ia pudesse eu levitar ou voar a eito. Também daria tivesse eu um bom giroscópio e se a terra fosse um globo de gente viva, desperta, sem ópio.

Marte-Saturno em Sagitário

Para mim, que sempre vivi junto à praia, olhar para o mar não me dá nenhum arrepio especial, não tem, por exemplo, a mesma magia de uma caminhada na serra. No entanto, sob os céus incontornáveis do momento, com este T-Square mutável, que o Sol das próximas semanas vai transformar em Grande Cruz, é-me completamente impossível continuar a olhar para o mar com os mesmos olhos de sempre. O que vejo é que há lá, ao longe, mais qualquer coisa para descobrir, avistar ou re-pescar, antes de Marte, no regresso a Escorpião, nos levar ao fundo, a mergulhar. E nesta maré de me enredar, dou por mim inevitavelmente a reparar (“mil” planetas retrógrados – não é também para isso que servem?) que, quer faça zoom in (Júpiter em Virgem), quer faça zoom out (Neptuno em Peixes), o horizonte (Sagitário) é uma linha recta (Marte-Saturno) e está sempre, sempre ao nível do olhar.
E com esta verdade de la Palice até me podem querer fritar, mas sei que nao sou carapau! Nem sou pescada, apesar de me sentir, cada vez mais, com o rabo (ou a cauda) na boca e capaz de cuspir fogo!

Esta grande cruz é a mesma para todos, mas cada um que crie os seus horizontes, à sua maneira! Para desenhar o meu (horizonte) julgo, com geométrico rigor, que não irei precisar, nunca mais, de transferir dor!

The Horizon is a straight line.
Take a closer look, brother.
Analyse it deeply and take your time.
This is the new, stunning order!

A verdade da rotação

Enquanto estudo as teorias do Nicolau Copérnico, tento sentir-me à superfície de uma esfera gigante que gira continuamente à velocidade tangencial de 1700km/h, no equador… e o que é sinistro, no meio disto, é que, por mais que tente, por mais que invente, nem uma brisa… nem um fio de cabelo na minha farta trunfa se move…

Eis senão quando, descubro nada mais nada menos que o elixir da verdade da rotação que o Nicolau tomou: Terra Plana – Vinho Regional Alentejano! 0,75L depois, é garantido que se vê tudo a andar à roda! Não falha!
“In Vino Veritas”. Mais uma rodada e um brinde ao Copoérnico!
Cheers

Prince na Lua Cheia de Escorpião

Eu não consigo (nem quero) evitar a loucura, está-me na cabeça (ter Urano na 3 é só mesmo para malucos). Estou a ver a notícia da morte do Prince e a minha mente escorpiónica, em dia de Lua cheia em Escorpião, explode de orgasmo ao juntar as peças de um crime de filme! Lol. Follow me, please:

Factos aparentes:
– Prince era testemunha de Jeová
– Prince retira-se da Internet (não tem facebook, tweeter, vídeos no youtube)
– Prince estava a escrever um livro
– Prince aparece morto em casa
– A Nasa faz uma homenagem ao Prince
– Partilham-se ilustrações do Prince em cima de um planeta.
– Surge um arco-íris por cima da casa do Prince.
Fonte: SIC 22-4-2016

Resumo do Filme na minha mente negra:
– Prince, sendo um estudioso da Bíblia e testemunha de Jeová, acredita que a terra é plana.
– Prince manda fazer uma investigação científica sobre a forma da Terra (lol – esta nem eu acredito)
– Na maré da quadratura Urano em Carneiro – Plutão em Capricórnio, os investigadores de Prince enviam-lhe o relatório onde consta que a NASA mente à humanidade divulgando imagens falsas da Terra e falsas viagens espaciais a mando de uma organização secreta que tem como objectivo governar a mente colectiva (Government) para manter o Homem na ignorância e assim preservar o controlo e o poder sobre a Terra.
– Prince, um rebelde que tinha o poder de influenciar milhões, revolta-se contra o sistema e prepara-se para divulgar estas informações secretas com gigantes implicações políticas e científicas.
– A Nasa detecta que houve fuga de informação e informa a sociedade secreta (Government) que rapidamente descobre os planos de Prince e tenta negociar com ele.
– Prince, andrógino, o homem do futuro da cada vez mais presente era de Aquário, não teme e não cede.
– A organização secreta ameaça Prince.
– Para se proteger e marcar uma posição, Prince desaparece da Internet (o principal meio de divulgação e controlo à distância da organização secreta) fica sem facebook, sem tweeter, sem vídeos no Youtube e começa a escrever um livro.
– Sem consciência nem capacidade de ver uma alternativa, a organização secreta manda matar Prince da forma que provoque menos suspeitas, mas não tem muita imaginação então….
– Prince aparece morto, vítima de overdose… como o Michael Jackson e outros que também sabiam ou falavam demais (mas como a autópsia é só hoje, ainda têm tempo de compor uma história mais original).
– Para não levantar suspeitas, a Nasa faz uma homenagem a Prince, partilhando uma nebulosa púrpura, o Government ilumina vários edifícios de roxo, as redes sociais divulgam um desenho do Principezinho com ar assustado em cima de um “plain-T” ou planetinha e a comunicação social faz questão de juntar tudo na mesma notícia, por mera coincidência.
– O Prince, já do lado de lá, faz o que pode e cria um arco-íris por cima da sua casa em clara alusão à cúpula sobre a terra plana.
– Entretanto, os meus familiares e amigos ao lerem isto começam a ficar com mais certezas sobre a minha loucura; mas como isto é só um projecto para um filme, não há qualquer motivo para preocupações, meus queridos 😉 (Maria Inês, não tens mais nada para fazer? E se fosses trabalhar?)
– Nisto, o Homem começa a bocejar e a espreguiçar-se.
– Daqui a 2 anos, Urano começa a entrar em Touro e os Homens da Terra começam a receber novas Revelações e Verdades sobre Ela, enquanto Plutão vai continuando o seu trabalho lento e irreversível de destruição de sistemas errados. (Então… então não está tudo certo? Oh! Tangas!)
– Final feliz! <3 Obrigada Prince, pelas cores e por todas as outras visões que já me provocaste só de te ouvir! Grata, agora, também, por esta pequena viagem à pala da tua Grande!

Lua Nova em Carneiro

Para mim, esta Lua Nova de hoje, no grau 18 de Carneiro (com símbolo sabeu: “The Magic Carpet Of Oriental Imagery” ) reza assim:

With alchemised hearts and fresh eyes
We will no longer be system’s puppets!
With the height, we gain vision and the coldness of the ice,
To seriously reveal outrageous lullabies,
For as long as we travel on our magical flying carpets.

Feliz Ano