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Eclipse Solar em Peixes

Quando olho para o mapa deste próximo eclipse há uma imagem que toma conta de mim e me conduz o pensar. É a imagem do Dragão.

No céu, como dentro de nós, há sempre um dragão gigante. O corpo do dragão estende-se desde a ponta da sua cauda, que aponta para o Passado, até ao topo da sua cabeça, que aponta para o Futuro. No momento em que o dragão, depois de miríades de evolução, dá a volta a si mesmo e abocanha a própria cauda temos um presente no Presente em forma de ovo criador, a fonte de qualquer existência! É o Ouroboros, o dragão que morde a própria cauda, símbolo alquímico da recriação.  O momento em que fim e início se reencontram para fechar um ciclo e iniciar um outro, numa espécie de morte seguida de ressurreição. Sendo que o que renasce é uma melhor versão daquilo que ali morreu.

Em qualquer mapa astrológico, a cabeça do dragão é representada pelo Nódulo Norte e a cauda do dragão pelo Nódulo Sul. Como vivemos numa realidade polarizada e paradoxal a cauda e a cabeça estão em posições diametralmente opostas o que complica e transforma num enigma a realização da única tarefa que realmente temos que cumprir nesta Terra – encontrar uma maneira poderosa, inteligente e amorosa de dar a volta ao que somos e juntar, na mesma posição, cauda e cabeça em verdadeira união.

Isto para dizer que há algo de verdadeiramente mágico no eclipse deste domingo que gostava de assinalar. Os eclipses acontecem sempre que ocorre uma lua nova ou lua cheia na qual o Sol e Lua estão muito perto dos nódulos lunares… Neste eclipse, Sol e Lua vão estar em Peixes (no grau 8) o nódulo Norte em Virgem e o Nódulo Sul em Peixes… e até aqui nada de novo ou  extraordinário! O que do meu ponto de vista é particularmente fascinante é verificar que no céu do momento do eclipse Mercúrio, o regente da cabeça do dragão, vai estar em Peixes, conjunto à cauda do dragão e também em conjunção (ainda que lata) com o regente da cauda! Ou seja, é como se a cabeça do dragão, através do seu regente, encontrasse um caminho mágico, alquímico de se unir à sua cauda, ao regente da sua cauda, ao Sol e à Lua, tudo isto no signo de Peixes, o último signo, o signo de todos o mais maravilhoso, fascinante e fértil em potencialidades (é o que antecede o primeiro que é Carneiro)! Se simultaneamente considerarmos o facto de que no momento do eclipse, não está visível no céu nem Lua nem Sol, é como se de repente, por inexplicável magia, as nossas principais referências, os principais orientadores, os principais condicionantes, o Pai e a Mãe cósmicos se ausentassem de cena (para uma união de alfa e ómega) e nos concedessem (a nós seus filhos) um momento de presente no seu duplo significado! Um presente que é um momento “Ouroborus”, neutro, para total liberdade criativa, uma recriação livre de nós mesmos numa particular área da nossa vida – é o fim do que foi e o início do que há de ser! A má notícia é que o que quer que deste potencial alquímico e criador façamos só depende da nossa vibração e boa notícia é que o que quer que deste potencial alquímico e criador façamos só depende da nossa vibração!

O meu desejo é que cada um de nós use o potencial do eclipse, este momento de liberdade, de ressurreição e de recriação, ao nível mais alto que puder.

É no domingo, dia 26, que acontece o eclipse, mas o seu desenvolvimento e efeitos estendem-se aos longo de 6 meses a 1 ano. Há de representar um fim, mais ou menos perturbador, daquilo que, por ser irreal, te provoca dor, mas é também o início de um novo ciclo mais sinestésico, vivido a plenos sentidos, como se um súbito momento de síntese permeasse o puzzle da vida e permitisse resolver o que há milhares de anos te faz esmorecer e de tédio adormecer.

Este eclipse dá-se no grau 8 de peixes. Sugiro-te que verifiques onde está este grau no teu mapa astrológico e que, de acordo com a sua posição, afines e eleves a tua vibração.

Alguns exemplos da minha visão do que pode ser activado na casa astrológica onde, no teu mapa, ocorrer o eclipse:

Eclipse na casa 1: Partem-se as lentes cor-de-rosa dos meus óculos. Já não me mascaro nem corro atrás da fantasia. Assumo a minha sensibilidade, expresso e vivo tudo.

Eclipse na casa 2: É a desilusão materialista. Abdico dos meus bens. Invento recursos, ponho-os a circular e vivo em abundância.

Eclipse na casa 3: O fim da mensagem desfocada e da mentira. A minha mente e imaginação não têm limites e uso-as para criar realidades verdadeiramente poéticas. A seguir ao verbo mágico, toda a magia se segue.

Eclipse na casa 4: Uma emoção imensa inunda a minha casa. Com o peso das águas, abrem-se os alçapões de toda a memória. Através das imagens passadas reconheço-me e reconecto-me com a Mãe do Mundo.

Eclipse na casa 5: Evapora-se o perfume do romantismo oco. Longe do que me inebriava, canalizo o oceano criativo que sou na direcção da arte e encanto.

Eclipse na casa 6: Dissolvem-se as oportunidades fáceis de escapismo diário. Deixo de fugir do verdadeiro trabalho. Ao serviço entrego-me totalmente.

Eclipse na casa 7: Voa para longe o véu de glamour com que te vesti. Já não vejo um fantasma nem suspiro por ti. Ao desenvolver real empatia, amo o que quer que sejas e assim aceito-te sem condições.

Eclipse na casa 8: As distracções escoam pelo ralo e o que estava submerso fica à vista e a nú. O poder da emoção já não oculta segredos de mim. Fundo, fundo-me contigo e com o que trazes; assim transformo e curo.

Eclipse na casa 9: Perco a esperança. Desisto de acreditar que a salvação está longe e um dia talvez venha de fora. Liberto-me da insatisfação e inspirada/o pelo alto, vou eu mesma/o em busca da minha visão.

Eclipse na casa 10: O caos e a desintegração descem sobre a montanha da minha profissão. Já não persigo falsos ídolos nem uma indefinição, assumo o que sonho fazer e respeito a minha missão.

Eclipse na casa 11: Dissipam-se falsas promessas e vejo-me desistir de um ideal impossível. Então misturo-me com um novo grupo e, guiada/o pelo sentir colectivo, projecto um sonho comum.

Eclipse na casa 12: Desaparecem os veículos doces e viciantes assim como os venenos para dormir. Sem expectativas, devoto-me à causa mais nobre que encontrar. Sou canal para a expressão de Deus e, se necessário, sacrifico.

Um feliz e criativo eclipse solar!

Lilith (parte I)

No passado dia 14 de Fevereiro (esta última terça-feira), a Lilith (Mean Black Moon Lilith) ou Lua Negra média saiu de Escorpião e entrou em Sagitário e em Sagitário ficará até meados de Novembro. São 9 meses. 9 meses – o período de gestação humana!

Ela é um mistério. Tão misteriosa e difícil de agarrar que há 3 ou 4 Liliths que se podem considerar. Mas pensando na Lilith apenas como Mean Black Moon Lilith (Lua negra média), ela percorre então um signo durante 9 meses… e isso faz-me pensar que a sua posição (por signo e casa) pode representar aquilo que somos convidados a gerar e a incubar, como se disso grávidos estivéssemos e prontos a parir ao fim de 9 meses.

Penso que uma forma interessante de nos acercamos deste papel de gestação da Lilith nos nossos mapas astrológicos seja comparar essa “gravidez interna” com a gravidez humana. O processo começará de forma íntima, secreta, instintiva, prazerosa e eventualmente por vias aparentemente pecaminosas ou inconfessáveis; depois, com o passar dos meses, desenrola-se  de forma bem notória, inocultável, cheia de metamorfoses rápidas, com orgulho ou vergonha, expectativas, desconforto e muito peso. Durante a gestação, a mulher (e em menor grau todos os outros à sua volta) é magicamente iniciada à maternidade sofrendo uma profunda transformação física e emocional. Ela já não é a mulher que era antes da gravidez, ainda não é propriamente mãe e não se vai manter neste estado preparatório e incubador de uma nova existência desconhecida por mais do que 9 meses. É um estado transitório que vai alterar não só a sua vida mas a do mundo inteiro para o resto da eternidade – o que pode ser tão estimulante quanto assustador.

A Lua, associada à maternidade, não tem este poder iniciático. A Lua cuida, nutre, protege e dá forma visível mas é a Lilith que opera a alquimia invisível, poderosa de tão transformadora, desde o momento sexual em que ocorre a fecundação até ao fim da gestação onde, no parto, entrega o novo ser nos braços abertos da Lua, para se ir recolher novamente no útero espreitando para fora e seduzindo, sempre que lhe apraz, entre os pequenos lábios da vagina que todos temos (seja física ou energética).

A Lilith actua no escuro, de forma ritualística, livre e selvagem, é o útero da Terra. É a rainha do mistério e da magia, da alquimia geradora de nova vida e de todas as outras alquimias. Lilith é a Serpente que permite a entrada e a saída do paraíso; é a kundalini no nosso corpo energético que, se erguida, permite o despertar das células dormentes no cérebro e libertação desta dimensão. É também o DNA do núcleo das nossas células – é através da Lilith que são activadas ou inibidas as porções/sequências desta estrutura bio-química do nosso potencial, já que é no DNA que, ao nível biológico, acontece a alquimia. A Lua é a família que conhecemos, mas a Lilith é a cadeia ondulatória e espiroide de toda a nossa linhagem ancestral para lá da memória e é o poder estaminal do sangue menstrual gerador de mutações de cura. Lilith é um poder imenso de natureza feminina, mas na cultura patriarcal ela é a excluída, a rejeitada, a suja e a suprimida, um depósito forçado de vergonha e de culpa, e neste estado de repressão ela é a vingativa e a devoradora de “crianças”. Então há que aceitá-la e devolver-lhe a voz e o papel sacerdotal já que não há transformação real na vida que não passe pelo seu caldeirão uterino, ainda que em segredo e em silêncio.

Lilith entrou em Sagitário… e então, colectivamente, somos todos convidados a uma gestação alquímica nas nossas vidas de novas qualidades sagitarianas (de visão, intuição, fé, filosofia, relação além fronteiras, relação com o divino, expansão, crescimento, aventura, conhecimentos superiores, etc…) que irão ser “paridas” em Novembro, no fim do trânsito, quando a Lilith sair de Sagitário e entrar em Capricórnio para começarmos a incubar novos valores capricornianos. Mas até lá, importa gerar um novo Sagitário e cuidar desta gravidez que terá lugar em uma ou duas casas do nosso mapa astrológico (sendo que o parto só ocorre numa). Check it!

Exemplos de interpretações possíveis mas não exclusivas (à luz desta abordagem) ao trânsito de Lilith em Sagitário pelas casas astrológicas:

Lilith em Sagitário na 1 – estou grávida/o de uma verdade sobre mim mesma/ uma identidade livre.

Lilith em Sagitário na 2 – estou grávida/o de uma nova confiança na utilização do meu corpo/dos recursos.

Lilith em Sagitário na 3 – estou grávida/o de um livro sagrado/de uma teoria.

Lilith em Sagitário na 4 – estou grávida/o de uma viagem interior / de uma melhoria doméstica.

Lilith em Sagitário na 5 – estou grávida/o do assumir de uma aventura criativa/lúdica.

Lilith em Sagitário na 6 – estou grávida/o de melhores rituais/de rotinas com mais sentido.

Lilith em Sagitário na 7 – estou grávida/o de uma união sagrada / uma nova expansão relacional.

Lilith em Sagitário na 8 – estou grávida/o de uma libertação sexual e/ou de uma cura multidimensional.

Lilith em Sagitário na 9 – estou grávida/o de uma possibilidade de iluminação/ nova orientação celeste para a Vida.

Lilith em Sagitário na 10 – estou grávida/o de uma busca vocacional / de um novo sentido para a minha função social.

Lilith em Sagitário na 11 – estou grávida/o de um melhor sistema para o futuro/ de uma aventura em grupo.

Lilith em Sagitário na 12 – estou grávida/o de umas verdadeiras férias/de um retiro.

Em meados de Agosto, Lilith encontra-se com Saturno (símbolo de estrutura, estratégia,  manifestação e fim) no grau 21 de Sagitário e este encontro testa a solidez e robustez da tua “gravidez”. Já terão passados 6 meses de “gestação” e a vida há de te perguntar: “Isto que estás a gerar é para abortar, é para parir prematuramente ou para prosseguir com a incubação?”.

A pergunta pode ser interior e surda mas a resposta é para a Vida e é tua! Então assume a “gravidez” e para cumprir bem a regra, faz o que te pede Lilith, a Lua Negra!

A Sombra no Horóscopo

Sei que é comum associar-se Plutão (a força do submundo) à Sombra e parece-me bem. Também as casas 8 e 12, por se relacionarem com o inconsciente (pessoal e colectivo) parecem ter clara ligação com o conceito psicológico de sombra ou seja: aquelas partes de nós não integradas, varridas para debaixo do tapete por serem, por algum motivo, ainda inaceitáveis. Da mesma forma, concordo com a perspectiva na qual o Descendente também representa a Sombra, na medida em que é para o Descendente (o fora de mim) que lançamos tudo aquilo que consideramos “não eu” e que, por esse motivo, à partida, não estará integrado na personalidade. Mas… Inspirada pelo magnífico trabalho do super neptunado artista Vincent Bal “Shadowology”, pus-me a pensar sobre a Sombra no horóscopo de uma forma menos abstrata e mais física.

Eu tenho Asc em Virgem e talvez por isso seja importante para mim fazer experiências e ter exemplos concretos para me acercar da realidade, então olhei para o mapa astral como se fosse uma maquete dinâmica, cheia de funcionalidades. Ocorreu-me então que a forma mais concreta e óbvia de Sombra num horóscopo é o ponto diametralmente oposto ao Sol!!!! Claro, pois se o Sol é a fonte de Luz e se no centro do mapa está o indivíduo (é que é mesmo no centro do mapa que está a cruz da encarnação, o símbolo da Terra, a soma, o corpo), por mais que ele rode e se vire para onde quiser, vai sempre fazer sombra no ponto oposto ao Sol!

Vai daí, peguei no meu mapa, pus um objecto opaco no seu centro (uma borracha – não tinha um borracho, senão era o que lá tinha posto, lol) e uma lanterna no lugar do Sol e com o entusiasmo de um adolescente que descobre a masturbação (ok, nem tanto!…. mas pá, tenho Júpiter peregrino em Escorpião, if you know what I mean, lol) verifiquei o seguinte: a dimensão da Sombra será directamente proporcional à opacidade, à materialidade do centro – ao seu materialismo, melhor dizendo – e, por conseguinte, inversamente proporcional à sua subtileza, à sua vibração, capacidade de sublimação ou desenvolvimento espiritual. Daqui concluo também que para se iluminar a Sombra não adianta aumentar a intensidade do foco de luz, é antes preferível fazer do corpo translúcido, transparente! Mais: quanto maior for o círculo (ou seja, quanto maior for o raio das casas) menor é a amplitude e intensidade da Sombra. Explicando melhor: se o foco de Luz estiver demasiado perto do objecto do centro cria-se demasiada sombra – experimenta e vê. Eu acredito que a experiência na vida é representada pela circulação dos planetas (os trânsitos) à volta do mapa e que, como a experiência, que são os trânsitos, estão presos ao indivíduo que está no centro, eles – os trânsitos – no seu movimento vão criando uma força centrífuga que vai alargando a roda, permitindo abarcar e incluir cada vez mais universo à volta do centro, à volta do individuo. Repare-se como as setas que saem de dentro para fora do mapa e que marcam o ASC e o MC aludem (pelo menos aos olhos desta engenheira enlouquecida) à existência dessas forças centrífugas. Então, do meu ponto de vista, fruto do experimental, quanto maior a experiência que temos na Vida, quanto mais voltas damos à Vida com as voltas que a Vida nos dá, maior é o circulo à volta do centro, o que torna a Sombra mais dispersa, mais difusa, menos escura.

Em resumo: para além de Plutão, DSC, casa 8 e 12, também o ponto oposto ao Sol revela no horóscopo um lugar de sombra. Não é aumentando a luz do Sol que se reduz a sombra. A sombra diminui com a subtilização da existência na Terra e torna-se mais difusa (menos intensa) com o alargamento da experiência.

Aplica ao teu mapa e vê se te faz sentido haver sombra na casa e particularmente à volta do grau oposto ao Sol! No meu mapa faz sentido e se tu não me deres feedback… fico sentida. 😉

 

Lua Cheia de Caranguejo

Feliz Lua Cheia de Caranguejo!
A minha vontade (próprio de quem é Carneiro, cheia de vontades) é que todos façamos, criemos (!) o conteúdo (Lua em Caranguejo) mais bonito, até hoje alguma vez por nós criado, com os rasgos de coragem e o montão de delicadeza (quadraturas de Urano em Carneiro e Júpiter em Balança) que serão inseparáveis e necessários a este acto criativo e luminoso e com tão delicioso e delicado conteúdo, assim cozinhado, preenchamos em gesto de devoção (nodos lunares no eixo Virgem-Peixes) a estrutura magnífica (Sol-Plutão em Capricórnio) de tão mágica e terrífica, que já está à disposição nas nossas vidas individuais e colectivas!
Então, verifica qual é a estrutura tão magnífica que até assusta que está a pedir conteúdo e alimento na tua vida e dá-lhe o prazer de a preencheres toda até (se) vir por fora, com o que de mais terno e tenro há no teu coração, agora. O êxtase é garantido, para ti e para o colectivo! 

Um segredo

Eu não ouvi a conversa, mas li-a no céu, por cima da minha cabeça. E como me roo por contar um segredo, partilho contigo este degredo:
God – Guarda, vamos a contas: quantos anos lá vão?
Guarda – …6 anos e meio, Senhor.
God – E ela tem cumprido o plano, desde então?
Guarda – … Mais ou menos…
God – Hmm… estou a ver. Raio da miúda!
Guarda – Já é uma mulher, Senhor.
God – Mm… Óptimo, nesse caso… Tira-lhe tudo.
Guarda – Como assim “tudo”..?
God – Tudo o que a impede de cumprir o plano: as sobras de dinheiro, os trabalhos da tanga que ocupam tempo e desgastam, namoricos que não acrescentam nada, persianas descidas toda a manhã, essas distracções, Guarda, essas desculpas todas! Se ela não quer a bem, quer a mal. Vamos!
Guarda – Oh senhor… coitada!
God – Coitada?? Coitadas e biscoitos é o que essa malandra anda a fazer no Verão e hoje começa o Inverno!
Guarda – Mas… assim vamos despi-la e está tanto frio…!
God – Se ela se mexer na Vida, aquece-se por dentro. Acredita e … Just do it!

Foi assim que o guarda franziu toda a expressão, como uma mãe que vela a dolorosa picada, no corpo branquinho da filha muito amada. Respirou fundo, cerrou os olhos. Carregou no botão.

No corpo magrinho da mulher assim tramada,
a certeza celular de que não se morre na picada.
E com forças motrizes vindas do mais fundo da Terra,
com um prazer redobrado por estar viva nesta era,
ganha fôlego em 3 dias neste descanso anual
antes de avançar, decidida, na escalada ritual;
porque sabe que o início vem sempre a seguir ao fim,
e agora, ao invés de perguntar, mostra:
“Este é o plano que a Vida tem para mim!”

No limite

A Lua a 29 de Leão oposta a Marte a 29 de Aquário. O Sol a 27 de Sagitário. Urano em Carneiro. Júpiter em Balança e Vénus em Aquário… E penso que há mihares de mensagens no céu, assim codificadas. A primeira que me ocorre é esta:
Estás no limite. No limite da oportunidade criativa de construção da Visão maior, aquela que vês quando espreitas com os binóculos para o futuro. Como és tu quando estás no limite? Anseias? Desesperas? Foges? Revoltas-te? Ris? Cobres-te de orgulho? Pedes ajuda? Disponibilizas-te? Como ages?
Talvez quisesses, alma, fazer ou ter feito tudo sozinha, sem precisar de ninguém. Mas, já viste que assim nao dá… Assim nao dás. É que a oportunidade é de integraçao em rede e nao há Rede sem Nós. Amanhã, Marte lança-se ao mar de Peixes e é tempo de confiar. “Con-fiar” palavra que no meu dicionário interno é também fiar com. Fiar em conjunto uma rede embalados por uma reza comum. O truque é escutar se a reza é mesmo comum. E se a reza é comoum, podes fiar-te na rede porque é forte e elástica, serve de segurança aos trapezistas que se lançam para o alto e depois de descanço, entre duas palmeiras, à beira-mar.
Amanhã, o fogo de Marte lança-se ao mar de Peixes e depois do vapor inicial da mistura do pequeno ferro em brasa na água salgada, arrefecem os animos e endurece a forma forjada no ferro com a motivação criativa e visionária do último mês. E para aproveitar em beleza os últimos momentos desta chama no ar, diz agora o que é que tu vês!

Lua Cheia em Gémeos

Daqui a pouco dá-se a Lua Cheia no eixo Gémeos-Sagitário. Eu acho-a particularmente interessante porque cria no céu um papagaio (… na verdade quase dois, ou não seria uma lua em gémeos) em signos de ar e fogo e se um papagaio é feito para voar nada melhor do que um ambiente de ar quente para o fazer subir (alegremente? Not yet! A estrutura do papagaio é saturnina, feita de chumbo, pesada… mas se a engenheira aeronáutica for boa, o bicho voa baixinho… mas voa bem!).

O Sol em Sagitário em conjunção com Saturno foca a (às vezes f0d€ a) Visão maior. A Lua em Gémeos sugere múltiplas perguntas (ou dúvidas). O dispositor da Lua é Mercúrio (que também é regente do Nodo Norte, o caminho a seguir) e está em Capricórnio da Estratégia e o dispositor de Mercúrio é o rigoroso Saturno conjunto ao Sol. E sem querer enrodilhar-me mais no fino fio do papagaio (ainda tinha que dar corda a Marte e Júpiter e não me apetece) e papaguear sem nada dizer, partilho a minha sugestão de reflexão de Lua Cheia que é antes de mais para mim mesma (não há hipótese: sou Carneiro, primeiro Eu!) e com sorte serve a mais alguém, debaixo do mesmo Céu:

1) Qual a minha Visão (profissional) para o Futuro? (Lua em Gémeos oposta ao Sol em Sagitário a vomitar Saturno de cada lado da relação)
2) Esta Visão está alinhadíssima com uma dedicação séria à construção (ou solidificação) da estrutura da minha vida pessoal e com um profundo desejo de contribuição social? (Sol-Lua-Saturno; Mercúrio em Capricórnio a dispor da Lua e a reger o Nodo Norte em Virgem)
3) A Visão é Clara? (Sol-Lua-Saturno)
4) Se a Visão não é clara, vais beber mais uma garrafa de tinto ou tentas clarificar? É que isto é para ser a Visão de fogo de Sagitário, e não a visão cor de rosa e escapista do Nodo Sul conjunto a Neptuno em Peixes… e além disso não há tempo a perder!
5) Nessa visão definida sou maior/melhor, mais madura, do que sou hoje? Nessa visão funciono de acordo com as minhas próprias Leis e regras interiores custe isso o que custar? Estou disposta a pagar? (Sol-Saturno em Sagitário)
6) Esta Visão é Realista? (Sol-Saturno + Mercúrio em Capricórnio)
Como é que sei que é ou não é realista? (Lua em Gémeos oposta a Saturno)
7) Tenho um plano bem definido para realizar esta Visão? (Mercúrio em Capricórnio + Sol conjunto a Saturno). Nota: Não tarda, Mercúrio fica retrógrado e vai dar tempo para repensar e reajustar os detalhes práticos do plano, mas primeiro é preciso ter um plano!
8) Vou pôr a estratégia em acção, um passo firme de cada vez, ou isto é só um exercício mental para satisfazer o vício de fazer milhares de perguntas?
9) Esta Visão inclui mais alguém (talvez um grupo ou uma parceria) sem excluir ou anular a minha individualidade e vontade própria? (Júpiter em Balança com Vénus em Aquário e Marte em recepção mútua com Urano). E o coração desse mais alguém bate desta vez realmente ao mesmo ritmo que o meu ou vou-me iludir com aparências e falinhas mansas (Júpiter em Balança a co-reger o Nodo Sul em Peixes) e tentar encaixar-me até ter uma síncope cardíaca?
10) – Maria, estás a ver que um papagaio destes é uma oportunidade brutal para usares o poder do foco e disciplina mental para construíres uma realidade muito melhor, a que realmente queres? Estás a ver, ou não?
– Mas então… o papagaio não voa baixinho com tanto peso nas asas…?
– Se a engenheira for mesmo boa… voa baixinho o caraças!

Lua Cheia em Carneiro

A Lua já está em Carneiro e continua a encher o saco… e antes (ou em vez) de rebentar assim que encontrar as arestas afiadas de Urano, já neste fim de semana… fica! – É a dica!
Imagina agora que és um cão, um dog, e que Deus, o God, te tem pela trela, mas solta e, na eminência do teu ataque raivoso explosivo (saberás tu contra o quê ou quem), te diz, numa palavra:
– Fica!
Tu, o dog, o cão que és, espumas-te todo, rosnas, longamente, com todos os érres e caninos aguçados que tens na boca, eriças-te até ao último pêlo da tua cauda animal e levantas do chão uma das patas da frente em sinal claro que vais disparar e disparatar num ataque violento e selvagem a qualquer instante. Deus, o God, repete-te, então, com mais firmeza:
– FI-CA!
Obedecer, ficar e acalmares-te não é, provavelmente, o que a tua dimensão animal, o teu cão, quer. Afinal, estás de saco cheio, e a testosterona até te escorre pelos olhos e tens todos os motivos para querer fugir desse cenário tão tenso ou para iniciar um ataque mortífero que satisfaria tão bem a sede de vingança, a vontade de infligir a mesma dor a quem te irritou, magoou ou de ti e dos teus abusou.
A trela ou o cordão que te liga ao teu dono ou deus está na realidade solta, e fica ao teu critério obedecer ou não ao comando surdo do God. E qualquer escolha que faças é tão só o melhor que sabes fazer agora; mas sabe também que, agora, não tens que ser um animal, podes ser um “good boy”, não dizer good bye, e para isso só precisas aguentar e ficar para ouvir e falar, sem rosnar, morder ou arranhar, senão a “coisa” não se vai transformar. É mais fácil vitimizares-te (oh inocente) e fugir, ou descontrolares-te, gritar e explodir; mas ainda que ficar te pareça insuportável, porque nem chamas nem sangue é agradável, fica no Fogo e deixa-te arder; o que das cinzas sobrar vai-te surpreender! É que para inventar nova harmonia e redescobrir a paz em teu redor, só obedecendo ao comando da vontade maior: “Fica!” – é a dica!

ONU

A “bandeira” de um mapa astral, ou seja, aquelas qualidades com que acenamos ao longe e pelas quais somos conhecidos no mundo (não confundir com o propósito na Vida), está, para mim, representado na cúspide da casa 10. Por exemplo, António Guterres, tem na cúspide da casa 10 (e, por conseguinte, tem como bandeira pessoal) o signo de Balança – Balança é símbolo de diplomacia, imparcialidade e negociação… O homem (que está de parabéns) é, evidentemente, muito mais do que isso, mas… é ou não é esta a bandeira do engenheiro? É.

A O.N.U. também tem um mapa astral (que, by the way, casa muito bem com o de António Guterres) e uma bandeira! Tem duas bandeiras na verdade! A bandeira simbólica da O.N.U. (a cúspide da casa 10) é em Capricórnio e o seu regente (Saturno) está em Caranguejo conjunto a Marte, na casa 4. Poder-se-á dizer, então, que a “bandeira” da ONU é estabelecer a ordem/ organizar (Capricórnio) através da força disciplinada ou militarizada (Marte-Saturno) para a segurança e coesão (Caranguejo) da Familia/Casa/Terra (casa 4). A bandeira física, real (azul e branca) da ONU tem um esquema que é (imagina!) o mapa da Terra Plana! Check it!

“Claro!” – digo eu – “se a bandeira simbólica da ONU é a Ordem da Mãe-Terra, a bandeira física da ONU também terá que revelar a ordem da Terra!” É que a ONU tem a Lua (dispositora dos regentes do ASC e do MC) conjunta a Urano em Gémeos, na casa 3 – isto é: não dá para a ONU se segurar e não dizer a verdade! Ainda que a informação seja secreta e comunicada de forma indirecta (Lua-Urano a fazer quincôncio a Mercúrio em escorpião), they must show the true order!
You know (U.NO), a bandeira da O.N.U. mostra o círculo da Terra (O) a nú (NU)!
– Não é giro?
– Não, é Plano! And You Know it!

Uma projecção azimutal polar… ou um elefante no meio da sala?
Come on…!

À Serpente

Pedro, pela Nossa saúde, recolhe esse Lábaro!
Traz a erva da vida à boca da Serpente,
Sê Asclépio curador, oh-mãe potente,
Como Cristo, por Amor, fez com o Lázaro.

Pedro, de meias verdades pervertidas, basta!
Revela a SSabedoria que rompeste com tu’Hasta.
Conta como no íntimo do escuro há tanta Luz,
Que Chi Rho não é um corpo pendurado numa cruz
E os Mistérios qu’Ela sussurra se s’arrasta.

Ergue no horizonte uma bandeira bela, delicada,
De fusão e de riquezas, à Serpente dedicada.
E abre as portas que fechaste com correntes
Às práticas e rituais que, por natureza, são ardentes.

Para se ver às claras a Cruz que sempre foi,
Há que se deixar tocar, agora, onde mais dói
E render-se ao fogo vivo, arder, para ser curado.
É a única tarefa de quem é iniciado!

Mas se demais te apraz … “Ssshhh… Mergulha fundo!”
E se sem filtro tudo dás, recebes Mundo.
E à medida que a serpente deixa um rasto
Nesta tenra e terna (eterna) devoção
Desliza brilhante o Óleo do Vaso de Alabastro
pelos dedos hábeis e quentes da tua Mão.

O Amor que Roma, por poder, eclipsou,
Sabe que a Saturna derretida abençoou, então:
Ao ritmo melódico de um saber bem respirar,
Apreciem vossos corpos com a pureza do olhar
E pratiquem juntos a magia de entoar tão afinados
Os velhos cânticos sagrados – os Nossos Hinos –
Balancem corpos, esgargalhem risos, repiquem sinos!

Lua Cheia em Peixes 2016