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Mercúrio novo (em Lua nova) oposto a Urano

É raro que Mercúrio inicie um ciclo sinódico (conjunção inferior com sol) em oposição à sua oitava superior (Urano) e ainda mais raro é que isso seja “vitaminado” por uma lua nova simultânea.
É raro, mas aconteceu ontem, lançando a luz do holofote da descoberta (da surpresa, do choque, do inacreditável, da epifania, da revelação, da clareza absoluta momentânea e bruta) sobre o palco do espectáculo da tua vida feita arte, com trovões e estrondos por efeito sonoro.
O importante não é o quão dramática ou impactante foi essa cena (“claro que é importante, Inês!” “Então vai contar a 3 amigas só para descarregar e depois volta para conversarmos sem distracções), o importante é que a cortina mental fechou com informação conclusiva e abriu-se instantaneamente em seguida, já com outro cenário de dados, interesses, curiosidades e potencialidades por explorar e integrar – isso é que é importante!
Uns reorientaram a sua perspectiva sobre um assunto delicado e já estão a ver com outros olhos; outros começaram a estudar algo complexo que vai leva-los às alturas; alguns iniciaram uma transformação radical na atitude, aparência ou expressão; há quem tenha recebido uma informação confidencial fundamental para dar seguimento ao seu projecto de investigação (ou ao plano diabólico – aqui não há discriminações); o António partiu a jarra da avó e descobriu entre os cacos uma foto que muda a história toda (e agora, António, o que vais fazer com isso?); uns poucos viram para lá do véu das ilusões e ainda riem descompensadamente sem parar com olhos esbulhados de maníaco (creepy); a Maria teve uma ideia genial (agora é aguentar umas semanas o entusiasmo cego a afinar e testar a coisa, de resto força nisso!) muitos viram-se confrontados com uma conversa sem escapatória cheia de emoção (ficaram dúvidas? – clarifica agora ou atrapalhas-te mais à frente); à minha volta ninguém se iluminou (que eu tenha visto), mas quem sabe? Todos viveram algo assim, com ou sem consciência, mas quem tem planetas nos graus 28 e 29 deverá saber concretamente do que se trata.
Começou um ciclo para Mercúrio, há plasticina nova para brincar! Modela-a enquanto está fresquinha e não a deixes intocada a endurecer e secar. Se te empenhares em criar a forma certa, com estes temas, dados, descobertas e revelações dos últimos dias, no final de Janeiro verás claramente um resultado desejado, um upgrade, mais liberdade e talvez um carimbo ou ovação.
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Nova série Vénus em Escorpião

Nova série Vénus em Escorpião

de 6 a 30 de Novembro 2025

  • Affairs quase expostos
  • Segredos íntimos sobre pressão
  • Vinganças à sobremesa
  • Contas por ajustar
  • Promessas de pagamento lacrados com batom
  • Valores atirados à fogueira
  • Dívidas mascaradas

 

Estará a verdade a bater à porta? Conseguirá Marte em Sagitário libertar Vénus desta saia justa? Pode a força da ética desapertar o espartilho? Irão os laços de confiança renascer das cinzas?

Não perca os próximos episódios, numa vida perto de si

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Convocatória de Lua Cheia 5-11-2025

 

Convocatória

Ao abrigo da Lua cheia de  5/11 às 13:20, os Céus convocam todos os indivíduos com posicionamentos astrológicos junto ao grau 13 de Touro para a reunião de administração interna da própria vida.

Objetivo: Avaliação das transformações que tens operado em ti (e à tua volta) [☉ ♏︎]

Resultados a avaliar:

  • Como o teu corpo (♉︎) se vê ao espelho (♀ ♎︎)
  • A tua capacidade de construir e manter (♉︎) harmonia e equilíbrio (♀ ♎︎ ︎).
  • A riqueza (♉︎) que tens gerado com o refinamento da tua inteligência (♀ ♎︎)
  • A tua capacidade de consolidar (♉︎) laços/negociações/parcerias (♀ ♎︎).
  • A satisfação com o valor (♉︎) que os outros te atribuem (♀ ♎︎), isto é, com o apreço que demostram ter para contigo, o valor que te pagam, o tempo e energia que te dedicam, etc.
  • A tua capacidade de receber, conter, apreciar e valorizar (♉︎) o que o outro é (♀ ♎︎).
  • O nível de conforto, prazer e confiança (♉︎) que sentes e que proporcionas nos diferentes relacionamentos (♀ ♎︎).
  • O nível de segurança (♉︎) que sentes perante os diferentes tipos de feedback (♀ ♎︎)

Nota: Em face a resultados negativos solicitam-se soluções de aplicação imediata. Para os resultados desejados celebraremos com champanhe, bolinhos e fogo de artifício.

 

Contamos com a tua sábia presença,

Os Céus

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Eclipse do Sol a 29º de Virgem

Durante os últimos 6 meses (na sequência do eclipse solar em Carneiro do final de Março), foi importante parar para contemplar interna e solitariamente o novo cenário em que se quer viver e a nova identidade a assumir.  “O que quero?”  foi até aqui a grande questão.

No processo, definiram-se alguns pontos essenciais, com mais ou menos nitidez, e, naturalmente, os obstáculos práticos que impediram o idealizado de se tornar real não tardaram em revelar-se (Neptuno e Saturno foram entrando em Carneiro).

Hoje, 6 meses depois, temos um eclipse do Sol no grau 29 de Virgem, oposto ao Saturno em Peixes e também ao Neptuno em Carneiro com quem os luminares têm inclusive uma aliança secreta por antíscia e declinação, só para minar um futuro sólido imediato.

Não é para esmorecer, só ainda não é tempo de estabilidade ou construção, pois antes há que responder às novas questões que o eclipse coloca para que possamos dar o seguimento certo à transição. São elas:

“Como? De que forma aparentemente improvável mas totalmente sedutora?”

“Com quem?”

Se estudas Astrologia, repara como os luminares no eclipse são dispostos por Mercúrio em Balança! Então, o “como” para já vai implicar outro alguém para comunicação, troca, expressão, movimento, colaboração, partilha, eventualmente equipa. Com a ligação reforçada e perspectiva arejada é possível sair da zona cinzenta da oposição confusa e bloqueadora de Saturno-Neptuno e aproveitar a força mental e as oportunidades sociais do grande trígono no elemento Ar que os luminares irão reforçar muito em breve.

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Espero ter contribuído para a tua reflexão. Mas, se te confundi, ou se quiseres uma orientação particularizada através do teu próprio mapa astrológico, contacta-me.

 

Como é que eu não vi isto antes?!


Pese embora a época de eclipses seja particularmente propensa a acidentes, intensidade emocional, tiros nos pés e perdas irreversíveis (especialmente uns dias antes do eclipse) todos os eclipses são acompanhados de potenciais de mudanças notáveis e muito positivas.

O eclipse da lua de hoje, por exemplo (por ser no eixo virgem/peixes, com os luminares dispostos por planetas dignificados e ambos em bom aspecto com Júpiter) traz como potencial a incrível vantagem de nos permitir passar a ver algo relativamente óbvio (e provavelmente bom, útil e muito capaz de solucionar problemas) que estava encoberto, disfarçado, mal posicionado, mal explicado, velado.

A sensação há de ser do género de quando trocamos os móveis de posição e subitamente se revela o melhor potencial do espaço com todo um novo fluxo de movimentos e utilizações que, em boa verdade sempre ali estiveram no éter de possibilidades, mas (porque o eclipse no enevoado Peixes ainda não tinha acontecido) não se tinha percebido antes. Às vezes, inclinar o pescoço para um dos lados com o sobrolho franzido é só a antecipação de uma sinapse nova e de um inesperado “ Ah, é isto mesmo”!

E era só isto mesmo que eu queria aqui partilhar. Como recomendação: flexibilidade no pescoço e no olhar, aceitar sugestões, testar e experimentar, de preferência sem pressa.

“Como é que não vi”, “como é que não percebi”, “porque é que não testei”, “porque é que não experimentei isto antes”, são algumas das chicotadas escusadas… mas também inevitáveis, se é que escusado e inevitável podem coexistir – podem, pelo menos nesta frase e em dia de eclipse!

Feliz eclipse ou, noutras palavras, que tenhas uma excelente revelação e uma magnífica solução!

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Trigo limpo, farinha Amparo

Virgem, mergulhada no ar e de aspirador em punho, aspira ao nada, aspira ao zero, a uma elipse intacta transparente de eixo maior vertical, cheia de vácuo.

Aspira, é certo, mas o saco do aspirador não é suficiente para tanta matéria particulada. Tanto pó sujo, nocivo, tão nojento, que até faz torcer a expressão, os músculos da cara! Insistir na perfeição e resistir à existência (por natureza complicada) é tarefa infinitamente difícil, frustrante, um erro. Ainda assim – porque é tão dedicada – aspira a Virgem ao nada. Nada com que se preocupar, nada para tratar, reflectir ou calcular, nada para rever ou resolver, nada. Só queria ser tranquila, virtuosa e oleada, mas ainda não está preparada! A penas segue, então, a Virgem, com o inútil aspirador, que arrasta um ruído de fundo chato, ensurdecedor – é um alívio para todos quando desliga. E só desliga para comer o resto do pão que o diabo amassou, o que ainda lhe deixa o cólon mais irritado – coitada!

Se Deus quiser, há-de compreender que nasceu ela mesma para amassar o único pão que a pode sustentar: o pão nosso ideal do Serviço útil que alimenta, feito com cereal leve derivado de integral – farinha Amparo!

Amparo, Socorro, Maria! Maria, que mania das virtudes! O mundo tem é fome da tua função mais natural! Para lá dos rótulos e das especificações superficiais, o teu pão nutre com Diligência, Atenção e Cuidado. Não é preciso reinventar a roda! É simples, não estás a perceber?! Isso: é trigo limpo, farinha Amparo!

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Se estás a perceber, óptimo! 😉

Se não estás a perceber, agenda uma sessão comigo. Não prometo explicar, mas posso sacar outros enigmas com base no teu próprio mapa.

 

Na zona de rebentação

Uns bravos a nado, outros em grandes iates, muitos mortos, afogados, outros a navegar na maionese, quantos maravilhados em naus de descobrimentos recentes, radicais em pranchas de surf, a maioria a remar em bote de sobrevivência, mas todos, sem excepção, todos estamos a dar à linha de rebentação das ondas na chegada à praia de areia negra.

A travessia neste mar confuso e enjoativo de Peixes vai longa, 14 anos? 165 anos? Já nem sei quando naufraguei, devia estar a dormir, nem me lembro de me terem ensinado a boiar, mas boiei – milagre! Há milhas e meses que avistei, finalmente, uma protuberanciazinha no plano horizontal absoluto do mar: é a ilha de Carneiro. Demoro a chegar, porque sou descoordenada e só sei nadar à rã. Mas sei (é astrológico) que esta é a ilha de origem vulcânica Carneiro, claro que é, só pode ser, é!

Se me esforçar e me orientar (é para Leste, Este, Nascente, Levante, Oriente) sem perder o foco nas infinitas manhãs de nevoeiro hei de conseguir lá chegar viva e aquecer os ossos e a pele enrugada de tanta água com sal e recuperar a forma original. Eu quero e tu também. Mesmo que não saibas, sentes que estás a chegar lá onde é preciso, depois de tudo isso, disso tudo. Ou porque também viste aquele alto, o vulcão, no meio do oceano, ou porque o ouviste ao longe a explodir de erupção, sentiste o cheiro a enxofre e seguiste sinais de fumo mesmo sem saberes o que era ao certo esse chamado teu. Parabéns! Agora já sabes (no mínimo desconfias). Estamos a levar com o rebentar das ondas, são mais umas braçadas, está quase!

Há medida que Neptuno quer e não quer sair de Peixes e os eclipses aceleram tudo e as retrogradações dos mediadores Vénus e Mercúrio se dão na transição zodiacal entre o fim do fim e o início do início, nadamos com garra para a frente mas o mar de inconsciente puxa-nos de arrasto para trás, entre espuma e rochas afiadas como facas, para nos apercebermos que a nova costa é vida brava e não fincamos pé na areia preta sem antes rasgar pele e limites que já eram, derramar sangue, deixar mais qualquer coisa para trás (talvez as percepções maravilhosas mas irrealistas e umas quantas angústias de perdas terríveis que não servem para nada) e recuperar mais qualquer coisa do oceano que vale a pena trazer à tona (um talento adormecido para reanimar, um sonho possível, uma visão nobre para a humanidade em que te cabe participar, ou uma simples esperança egoísta que é tempo de cumprir).

São mais umas semanas, um par de meses, nesta lavagem e salgalhada final, mas já dá para imaginar a respiração ofegante a abrandar lentamente quando me deitar de costas na areia áspera com o sol inclinado a bater-me em dourados na glória do feito heroico que é chegar.

Um ambiente novo, mais quente e seco, sem dúvida, só que… esta ainda não é a ilha dos amores (era bom); é uma ilha vulcânica cheia de piratas e a qualquer momento há lava quente plástica de possibilidades novas e empreendedoras a escorrer pelo chão que se promete fértil e vai ser preciso rapidez no corpo e leveza na alma. Daí que mal dará para recuperar o fôlego. É baixar as sobrancelhas sobre as pálpebras tensionadas como quem traça um objectivo imediato com a autoridade que se tem, arregaçar as mangas, arreganhar os dentes e começar como quem nasce: com o próprio grito!

São mais umas semanas ou um par de meses. Força!

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Serpente frita

Mau é não saber lidar com ela, terrível é não a reconhecer em toda a parte. Se não em ti, pelo menos fora. Serpentes em todas as frentes, para toda a gente, como se vê no mapa do céu: Lilith destacada, destapada.

À tua espera entre as varetas de um guarda-chuva feio (de que não gostas) e que só abres para te cobrir convenientemente do temporário temporal, ou enrolada na asa de um cesto que queres pegar, mas não podes, no rasto de tinta de uma assinatura incerta, à espreita na manga de um aperto de mão frouxo, mal dado, em quase tudo que é pecado, lá está ela, poderosa, ubíqua, universal.

Tens visto muitas? Alguma em especial? Seduziu-te? Mordeu-te? Olha que arde!

São uma tentação, eu sei, por isso devoro-as ao pequeno almoço: serpente mal passada, de pele a estalar na sertã, cubro-a com sal e molho de veneno picante e um punhado de ervas míticas de Asclépio só para avivar o sabor que é vagamente a maçã.

Sei que em excesso dá loucura, sei. Não posso exagerar, não posso… senão é ela quem me cozinha e come por dentro e rato não sou, nem inocente. Lilith em Balança entre Marte e Plutão é para tomar com moderação. Pedaços de encantamento e lucidez, é Serpente frita no wok ch Inês.

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Plutão a desfibrilhar

Aquários em cada mapa, atenção à chamada:

Emoções congeladas há anos? Necessidades nunca antes atendidas? Células conservadas em criopreservação? Singularidades excluídas? Curiosidades, dúvidas e experiências relevantes que foram atiradas para a estratosfera inalcançável? Amores esfriados pela distância de eternidades? Desejos acorrentados a idealizações excessivas? Vontades quebradas na rigidez da tirania? Oportunidades bloqueadas por crenças fanáticas? Vocações estilhaçadas em episódios drásticos? Individuações e revelações adiadas? Sonhos rasgados? Potenciais descartados na lixeira da loucura?

PRESENTE na tua vida? Sim? Então toma nota:

Plutão já está com o DESFIBRILHADOR nas mãos para a terapia de choque: é reanimar ou morrer!
Ou, dito com mais verdade: é deixar “morrer” um paradigma mental rígido para poder despertar a vida pronta a pulsar.

O tempo chegou para AVIVAR o que tem estado reprimido, parado no congelador da tua existência.

Talvez seja um bocadinho intenso, ter Plutão à perna agarrado à corrente, pronto para revelar à descarada e electrizar definitivamente o que até já estava dado como morto ou que nem teve ainda oportunidade de ser vivido por ti; mas se o céu indica que é tempo de Plutão em Aquário, é porque vale a pena o processo e já estou a imaginar essa vida nova com ritmo vibrante!

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Aquário a Tremer ou a Vibrar?

Plutão acabou de reentrar em Aquário onde transitará durante os próximos 19 anos.

Do mundo de informações e possibilidades à volta dos seus significados, pergunto, a ti que conheces o teu mapa: tens posicionamentos em Aquário?

O que tens em Aquário (planetas e outros pontos relevantes), das duas uma:

ou está a começar a tremer de medo,

ou está a começar a vibrar mais alto (melhor, mais rápido, com frequência superior, em sintonia com as ondas que vêm do futuro na tua direcção).

É, como em tudo, uma questão de qualidade de expressão.

Mas porque “onde há vontade, há um caminho”  também é possível que, começando por tremer, consigas despertar e reprogramar “isso” que tens em Aquário  ao ponto de começar a vibrar cada vez mais alto.

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