Como é que eu não vi isto antes?!


Pese embora a época de eclipses seja particularmente propensa a acidentes, intensidade emocional, tiros nos pés e perdas irreversíveis (especialmente uns dias antes do eclipse) todos os eclipses são acompanhados de potenciais de mudanças notáveis e muito positivas.

O eclipse da lua de hoje, por exemplo (por ser no eixo virgem/peixes, com os luminares dispostos por planetas dignificados e ambos em bom aspecto com Júpiter) traz como potencial a incrível vantagem de nos permitir passar a ver algo relativamente óbvio (e provavelmente bom, útil e muito capaz de solucionar problemas) que estava encoberto, disfarçado, mal posicionado, mal explicado, velado.

A sensação há de ser do género de quando trocamos os móveis de posição e subitamente se revela o melhor potencial do espaço com todo um novo fluxo de movimentos e utilizações que, em boa verdade sempre ali estiveram no éter de possibilidades, mas (porque o eclipse no enevoado Peixes ainda não tinha acontecido) não se tinha percebido antes. Às vezes, inclinar o pescoço para um dos lados com o sobrolho franzido é só a antecipação de uma sinapse nova e de um inesperado “ Ah, é isto mesmo”!

E era só isto mesmo que eu queria aqui partilhar. Como recomendação: flexibilidade no pescoço e no olhar, aceitar sugestões, testar e experimentar, de preferência sem pressa.

“Como é que não vi”, “como é que não percebi”, “porque é que não testei”, “porque é que não experimentei isto antes”, são algumas das chicotadas escusadas… mas também inevitáveis, se é que escusado e inevitável podem coexistir – podem, pelo menos nesta frase e em dia de eclipse!

Feliz eclipse ou, noutras palavras, que tenhas uma excelente revelação e uma magnífica solução!

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