Silêncio… se conseguires!

Olha para trás, umas semanas, e vê o que mudou. Certamente mudou muito alguma coisa… Não? E quem vê de fora a jurar que, pelo silêncio, está aí tudo parado! Mas tu sabes que só te estás a preparar para te pores rapidamente a avançar, e se não estás, devias – não percas tempo.

Sob tanta pressão, na tua preparação, só podes estar muito perto de encontrar (dentro de ti) um diamante ou uma preciosa informação! Mas antes, ainda há muito dinamite por explodir até ao início de Maio, para acelerar a tua escavação – é que os tesouros mais ricos, os mais sonhados, não se costumam encontrar à superfície, nem da Terra, nem de ti.

Se está difícil, escava um pouco mais e explora no íntimo, no silêncio, no inconsciente e no passado… porque isto de rever, de arrumar, de escarafunchar, de analisar, de silenciar e de mudar ainda não acabou…

O período de Mercúrio retrógrado ainda só vai a meio! Mas é óptimo para repor o sono, reencontrar pessoas, voltar com a palavra atrás, recuperar inspiração, reavivar ideias e planos quase esquecidos, inventar tesouros ou “descobrir a pólvora” e, acima de tudo, fazer do silêncio ouro e assim abrir portas para a intuição!

Silêncio estratégico até 3 de Maio… enquanto possas e SE conseguires, claro! Porque… convenhamos … Marte (planeta da motivação) entra hoje em Gémeos (signo de comunicação) e o Mercúrio (planeta das palavras) de regresso a Carneiro (signo da impulsão impaciente) aproxima-se rapidamente de Urano (estridente e genial) para a segunda conjunção –  há uma certa agitação e chegam novidades, informações, interesses e entusiasmos de todos os lados e a conversa e a caneta já não se seguram! Além disso… o Plutão estacionário no céu intensifica tudo e de que maneira!

E se sentiste, próximo de 26 de Março (recorda), é possível que voltes a sentir (escuta!), perto de 25 de Abril, um importante alerta, uma nova revelação/revolução muito útil para o teu trabalho/saúde ou simplesmente para aprimorar a tua capacidade de discernimento (Nodo Norte em Virgem) sobre pessoas, coisas e situações.

Resumo seco:

  • Há “cenas” a mudar, imprevistos ou incómodos, mas se te levam para dentro de ti, são para teu bem – aproveita a pressão e faz de ti diamante;
  • Não percas tempo e prepara-te o melhor possível para os teus novos avanços;
  • Continua o teu processo de revisão, reflexão, se possível em silêncio, porque estás a facilitar a descida de uma importante intuição/rasgo – acredita;
  •  Vêm aí novidades interessantes, ideias geniais para aguçar a tua criatividade e motivação para “fazer” e “dizer”;
  • Começam a chegar também mais sinais de alerta e revelações (se as souberes escutar) que mais não são que um convite para que escolhas bem melhor.

Assim vão os céus e por agora – e sempre – aDeus!

Um segredo

Eu não ouvi a conversa, mas li-a no céu, por cima da minha cabeça. E como me roo por contar um segredo, partilho contigo este degredo:
God – Guarda, vamos a contas: quantos anos lá vão?
Guarda – …6 anos e meio, Senhor.
God – E ela tem cumprido o plano, desde então?
Guarda – … Mais ou menos…
God – Hmm… estou a ver. Raio da miúda!
Guarda – Já é uma mulher, Senhor.
God – Mm… Óptimo, nesse caso… Tira-lhe tudo.
Guarda – Como assim “tudo”..?
God – Tudo o que a impede de cumprir o plano: as sobras de dinheiro, os trabalhos da tanga que ocupam tempo e desgastam, namoricos que não acrescentam nada, persianas descidas toda a manhã, essas distracções, Guarda, essas desculpas todas! Se ela não quer a bem, quer a mal. Vamos!
Guarda – Oh senhor… coitada!
God – Coitada?? Coitadas e biscoitos é o que essa malandra anda a fazer no Verão e hoje começa o Inverno!
Guarda – Mas… assim vamos despi-la e está tanto frio…!
God – Se ela se mexer na Vida, aquece-se por dentro. Acredita e … Just do it!

Foi assim que o guarda franziu toda a expressão, como uma mãe que vela a dolorosa picada, no corpo branquinho da filha muito amada. Respirou fundo, cerrou os olhos. Carregou no botão.

No corpo magrinho da mulher assim tramada,
a certeza celular de que não se morre na picada.
E com forças motrizes vindas do mais fundo da Terra,
com um prazer redobrado por estar viva nesta era,
ganha fôlego em 3 dias neste descanso anual
antes de avançar, decidida, na escalada ritual;
porque sabe que o início vem sempre a seguir ao fim,
e agora, ao invés de perguntar, mostra:
“Este é o plano que a Vida tem para mim!”

No limite

A Lua a 29 de Leão oposta a Marte a 29 de Aquário. O Sol a 27 de Sagitário. Urano em Carneiro. Júpiter em Balança e Vénus em Aquário… E penso que há mihares de mensagens no céu, assim codificadas. A primeira que me ocorre é esta:
Estás no limite. No limite da oportunidade criativa de construção da Visão maior, aquela que vês quando espreitas com os binóculos para o futuro. Como és tu quando estás no limite? Anseias? Desesperas? Foges? Revoltas-te? Ris? Cobres-te de orgulho? Pedes ajuda? Disponibilizas-te? Como ages?
Talvez quisesses, alma, fazer ou ter feito tudo sozinha, sem precisar de ninguém. Mas, já viste que assim nao dá… Assim nao dás. É que a oportunidade é de integraçao em rede e nao há Rede sem Nós. Amanhã, Marte lança-se ao mar de Peixes e é tempo de confiar. “Con-fiar” palavra que no meu dicionário interno é também fiar com. Fiar em conjunto uma rede embalados por uma reza comum. O truque é escutar se a reza é mesmo comum. E se a reza é comoum, podes fiar-te na rede porque é forte e elástica, serve de segurança aos trapezistas que se lançam para o alto e depois de descanço, entre duas palmeiras, à beira-mar.
Amanhã, o fogo de Marte lança-se ao mar de Peixes e depois do vapor inicial da mistura do pequeno ferro em brasa na água salgada, arrefecem os animos e endurece a forma forjada no ferro com a motivação criativa e visionária do último mês. E para aproveitar em beleza os últimos momentos desta chama no ar, diz agora o que é que tu vês!

Inero

Inero (o Nero romano que vive dentro de mim) é um espalha brasas maníaco que adora pegar fogo ao circo, ver o circo pegar fogo e toca lira enquanto delira com as cores de sangue no céu.
Atormentado pelo peso do calor da noite, Inero sonhou com a Pitonisa que, à entrada do templo de Delfos, lhe perguntava incessantemente: “Inero, como te Chamas? Como te Chamas?… “. Despertado e atiçado por questão tão estranha e inconveniente, Inero decidiu ir ao fundo de sua mente. Viajou então para a Grécia na esperança de, junto dos deuses, descobrir sentido para o seu nome e a causa raiz para a sua pirofilia atípica.
Entretanto, o fogo espalhara-se já por toda a Europa que era agora uma mistura de cinzas, faúlhas e fumos negros; assim, quando Inero chegou ao monte Olimpo todos os deuses já se tinham refugiado há dias no Rio e presidiam aos Jogos 2016 em cima do Cristo Rei! Desolado de isolado, o impera-dor interno do meu próprio inferno deu-se conta, então, que fazer arder provoca a(r)dor e implorou a Gaia cura para a sua perversão e tamanha secura. Nisto, a Terra abre-se numa profunda fenda e Inero é violentamente sugado para o seu interior e levado à presença de Hades, o deus mal amado, que nem para as Olimpíadas fora convidado!
– Nero, Nero… – começou Hades com um tom ameaçador.
– Inero! – corrigiu rapidamente o imperador romano.
– Inero o caralho, quem manda aqui sou eu, seu pirófilo de merda! Nero! Ouviste? Nem o teu nome sabes? Não sabes como te chamas?? Não conheces a tua chama? Não sabes a tua identidade?
– Eu achava que sabia…
– Cala-te!! Seu ignorante! É por isso que andas a atear fogo lá fora! Porque não conheces o teu fogo interno, a tua chama, a tua identidade! Não te conheces por dentro! Quantos anos mais é que achas que Urano vai transitar em Carneiro?? Ah?? Daaassss! Achas que há tempo a perder para te revelares? Também tens medo de te engasgares com o Fruto da árvore do conhecimento?? É por isso que nem sabes o teu nome? Por acaso sabes, seu imperador burro, o que significa NERO, em grego??
– … Não…?
– ÁGUA!!! ÁGUA! Percebeste agora? Percebeste agora o drama que a tua ignorância é para todos nós e para os humanos? ? Se não sabes que nasceste para dar água aos teus irmãos, andas praí feito maluco a atear fogo a eito…! Já viste bem as labaredas lá fora? Até as brasas mortas que eu tinha aqui eternamente condenadas foram vivinhas lá para cima!! O inferno devia ser só aqui, no meu reino, seu desgraçado! Eu mato-te!!

Foi então, com esta brutalidade (à moda de Plutão), que se fez luz dentro de Nero que finalmente percebeu a origem da sua secura. E, nos tempos que correm (com Quíron em Peixes), se cura, só pode ser água! Águas de Março, águas do mar, águas de Deus, águas dos céus.
Com Urano e a sua revolução (ou volta) do Fogo primeiro, Nero despertou e, a partir de romA, Amor e Água (que são a mesma coisa) por todo o círculo da Terra, com alegria, espalhou. A Terra ou Gaia, por tudo isto agradecida, cobre-se de novo de verde fértil, qual fénix das cinzas renascida!
E Nero, que um dia fora Inero, é agora também Neroi: do fogo alto e das águas renovadas, o meu amado herói!

Marte estacionário

Nem sempre parar é morrer. Pode ser via para reconhecer. O Marte de cada um, o herói, comecou a descer o vale profundo, há umas semanas, para o confronto com o seu monstro do medo que ainda não tinha sido derrotado. Marte não desce mais do que isto. Está quase, quase a ficar directo, mas para já ainda está estacionário. Poderá estar paralisado, a tremer, em pânico… é legitimo… Afinal não é todos os dias, nem sequer todos os anos que o herói dá de caras com um monstro antigo. Mas, para mim, Marte está parado …de tão estupefacto…

Vi o monstro ao longe. “Tem pêlos, provavelmente é muito mau” – pensei. Tomei uma garrafa de coragem líquida e avancei determinada, de espada em riste na mão direita e o escudo na esquerda, bem alto, só se me viam os olhos esbugalhados de terror e vigilância. Eis que cheguei muito perto; já lhe sentia o cheiro a testosterona e o resfolegar ruidoso, quente e húmido. Espreitei rapidamente por cima do escudo com cara de má (que é sempre uma armadura a mais em qualquer situação de guerra) e ficamos finalmente cara-a-cara. Foi então que parei, reparei, estacionei e … Ri!
O montro ainda fez “Booo” em inglês (o que dá outro élan à coisa) só que… tinha um ar fofinho! Era grande, mas o tamanho não lhe tirava o aspecto indefeso, de orfão desejoso de um colo quente. “Era isto, santo Deus!? Era disto que tinha tanto medo?? Foi para isto que desci ao campo de batalha armada até aos destes?? A sério?? Hahahahahaha! ”
Ri-me da minha expectativa medonha, tão distorcida e tão distante da minha actual realidade. Sorri-lhe, pisquei-lhe o olho e ainda lhe dei um beijinho. Decidi não o matar, não havia motivo nenhum para fazer mais sangue. Antes preferi tomar conta dele (já que é meu), tirá-lo do fundo do vale, levá-lo comigo, encosta acima, na subida dos próximos tempos e mostrá-lo (coisa feia mais linda!) a quem quiser ver.
E ainda que a subida seja dura (pelo menos com a inércia do arranque primeiro) valerá bem a vista, lá de cima, a dois, pois Marte em “Poderoso” é muito mais que mero inteiro.

Lua Nova em Gémeos

Feliz lua nova em Gémeos.
Sente, que neste regresso ao campo de batalha com o monstro do medo, as escolhas tornam-se agora muitissimo mais importantes, porque as possibilidades multiplicam-se, o que parecia ser de um jeito relativiza-se sob uma nova luz mais colorida e a flexibilidade interna para acomodar tanta variacao aumenta consideravelmente.
Esta lunacao activa uma grande cruz mutável, então são prováveis encruzilhadas de informação e multiplicidades de oportunidades que estavas longe (até ontem) de considerar.
A cruz tem quatro bracos (em Gémeos da relativizacao, em Virgem da selecçao, em Sagitário das leis e em Peixes da imaginação) e Mercúrio, o dispositor da lunação, tirou as sandálias com asas e tem os pés bem assentes na Terra de Touro. Entao passeia-te descalça pelo campo, abre-te às sensações e capta toda a informação ao teu alcance, mas nao te iludas, nao te desorientes, nao desvirtues o potencial de veres e sentires novas perspectivas, novos caminhos, realmente novos! Perante cada nova oportunidade de experiência, não te precipites; antes analiza o seu real valor, verifica se se harmoniza com o teu horizonte de verdade e sente se corresponde ao teu ideal sonhado. E sempre que puderes descansa de tanto estímulo.
Daqui por uma semana Mercúrio entra em Gémeos e ja poderás voltar a calçar as sandálias voadoras… mas nao penses que te escapas deste campo, nem do resto da batalha com o monstro.

In the Army now

Neste momento, a Lua faz nos céus de estafeta e passa o testemunho, ou as ordens, entre Plutão em Capricórnio (o poder das altas patentes) e Urano em Carneiro (o grupo dos soldados rasos). O herói, um dos soldados (Marte) ainda está no planalto (Sagitário) a entoar os últimos cânticos sagrados em prece por protecção, enquanto levanta a espada e a aponta lá para o fundo do vale, onde travou a última batalha sangrenta (Escorpião), e se vai preparando para lá regressar, desta vez com orientação superior, maior visão e sabedoria. Não podia estar mais longe do seu tesouro (Sol) e da sua princesa (Vénus); resta-lhe só a fé que irá regressar vivo e vitorioso a este mesmo planalto depois de derrotar o seu monstro lá em baixo.
Para mim, que sou carneiro com marte conjunto a saturno e albergo uma fuzileira ferida cá dentro, só me vem à cabeça esta que é a música de fundo dos meus dias mais duros. Farda vestida, balde de água fria pela cabeça abaixo e pontapé no cú para o gelo da noite. “Stand up and fight!You’re in the army now.”

Lua Nova em Carneiro

Para mim, esta Lua Nova de hoje, no grau 18 de Carneiro (com símbolo sabeu: “The Magic Carpet Of Oriental Imagery” ) reza assim:

With alchemised hearts and fresh eyes
We will no longer be system’s puppets!
With the height, we gain vision and the coldness of the ice,
To seriously reveal outrageous lullabies,
For as long as we travel on our magical flying carpets.

Feliz Ano

Equinócio

“Conocer el Camino es un proceso”- escreveu-me um mago chirótico na concha que tirou da cartola e me ofereceu… Leio-a todas as noites.
Há 10 meses e 10 dias fui Iniciada no Caminho por uma Deusa. Reconheci a Grande Deusa em cada passo do Caminho e renasci (como ela), encantada (como da primeira vez), verdadeiramente virgem para o mistério e para a vida – a Virgem que sempre fui, ainda que não soubesse… mas desconfiasse e dela fugisse, antes. Agora, novas camadas de significado, muito mais profundas e sagradas, do que é ser Virgem no Caminho, abriram-se para mim numa Vieira, e abracei-as com paixão, para sempre. E o meu velho Universo duplicou, fez-se Luz, fez-se novo e é bom.

O meu sonho é viver um grande amor, mas ainda que a vida não se organize para mo devolver na forma humana, tenho por esta Deusa da Natureza, da Magia e da Vida, que também vive em mim, um Amor sem fim. E é crescente, como a fase da Lua em que nasci e me revejo e só comparável ao que nutro pelo Símbolo.

Tudo muito nuovo ainda, como o ano que sai da casca e começa, hoje, com o Equinócio. E tudo que iniciamos com ele, hoje, impregna-o (impregna-nos) com uma qualidade que nos acompanha ao longo dos próximos 12 meses. Se assim é, que hoje, especialmente, façamos por pensar, sentir e fazer o que mais felicidade nos dá. Então, para seguir o céu, daqui a umas horas, se os Deuses quiserem (eu pelo menos quero!), vou fazer o que mais gosto e mais me entusiasma: lanço-me, com outra Deusa, para dar sequência a este “proceso” de Conhecimento meu e Dela, no Caminho sinuoso e insidioso de mistério. E tem graça ser hoje justamente o dia em que, no céu, Júpiter (planeta das viagens) retrograda até à conjunção exacta com o meu ASC (eu) e Mercúrio (planeta das pontes entre mundos) faz o seu retorno anual ao grau onde estava quando nasci. Fico deliciada com esta orquestra tão afinada da qual quero ser instrumento!

Ainda que este caminho seja o mesmo, parto de um lugar muito diferente: do alto, muito mais Virginiano, de dentro, muito menos inocente. E no intervalo em que me faço ao Caminho há todo um rol de eventos celestes significativos a ocorrer (o equinócio, a conjunção de Vénus e Neptuno, o ingresso de Mercúrio em Carneiro, a quadratura de Júpiter a Saturno, mais um eclipse, Quíron conjunto ao Nodo Sul, a estação e retrogradação de Saturno…) e também Domingos de ramos, crucificações, sextas-feiras santas, sábados de Aleluia e, se se tivermos todos feito bem o nosso trabalho, 7 biliões de Ressurreições! Intenso…!

Regresso a tempo do meu retorno, o solar /Com o que na Páscoa, vivo em mim, se levantar./ E se me for permitido escolher a tarefa da próxima revolução, /Que eu seja força sábia e vontade firme, /Não para encaixar aqui algo que rime, mas para fazer /Entre Urano e Gaia (entre Céu e Terra)/ Alianças puras, línguas de união.

Feliz Ano Novo! Let’s Go!