Dias marcantes

dias marcantes

 

Estes têm sido e continuarão a ser dias bem marcantes.

O sol em Gémeos ainda em oposição a Júpiter retrógrado e em quadratura com Neptuno vai dando informação do desfasamento que existe entre a expectativa que tens (ou que tinhas) e a factual realidade. E nisto, percebes que tens em mãos decisões a tomar e ajustes a fazer sobre o teu processo pessoal de crescimento e que talvez os próximos dois meses sejam importantes (decisivos!) para pôr em movimento aquilo que é essencial ao salto para um novo patamar.

Simultaneamente, a fortíssima activação do eixo Caranguejo-Capricórnio, especialmente com a presença de Marte em conjunção ao Nó Norte em Caranguejo, conduz-te de volta para dentro, para a esfera mais emocional, familiar, para o passado, para as feridas na alma que ficaram por sarar e para a dimensão dos sonhos. Por isso, não há vontade de fazer muito externamente com o tanto que se passa dentro. Tantas emoções para expressar, assumir e arrumar, tanto passado para re-significar, tanta família para confrontar, tantos impulsos a irromper, tantos cortes infantis e despedidas, tantas batalhas a ter que perder, tanto trabalho em casa por fazer…

Neste regresso às questões internas (e às que ficaram mal enterradas) e de confronto com expectativas é fácil escorregar, perder a verticalidade e o senso de direcção e justiça.

Então, talvez seja importante não te deixares consumir pela zanga e reactividade (Marte em Caranguejo) nem dominar pela ambição de domínio (Saturno-Plutão em Capricórnio), segurando no coração o foco essencial do momento que é o desenvolvimento da sensibilidade e receptividade em cenário de exigência e de fim.

Assim, não reajas. Em vez disso, decide abrir um vazio interno para que possas receber um insight, uma inspiração, uma mensagem divina antes do necessário movimento de resposta.

Desse encontro fértil entre o silêncio e a inspiração superior nasce a acção dirigida pela alma assim como a grande maturidade. Acção e maturidade renascidas e reunidas habitarão juntas o teu espaço interior renovado, e assim fechas em beleza mais um capítulo do teu livro de existência.

 

PS: Sobre este assunto escrevi também na edição de Junho da revista Observa Magazine nas páginas 40-41, que te convido a ler.

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Mágua com Gás – Eclipse do Sol em Caranguejo

Durante esta noite de Lua Nova, no grau 20 de Caranguejo, vai dar-se um eclipse parcial do Sol.

Porque gostas de consagrar os momentos de lunação, esta noite, decides ficar sozinha. Vais para casa e quando entras, para teu espanto, encontras à tua espera o teu barman interno. Em cima do balcão do teu mini-bar, uma garrafa de MÁGUA COM GÁS.

O barman olha para ti com um olhar penetrante e irresistível e diz com voz grave e levemente rouca: “Toma, hoje vais ter que a beber”.

Incapaz de lhe responder verbalmente, de peito desgastado com tudo o que tens passado nas últimas semanas, rendes-te completamente à força da sua presença intensa (e até opressiva) e, como quem obedece a um comando, aproximas-te da tua garrafa de MÁGUA COM GÁS.

Ele desarrolha a garrafa num só gesto que faz de imediato soltar o cheiro nauseabundo daquela “mágua” que chega até ti e te faz chorar de medo do desgosto que já estás a sentir na boca e em todo o corpo.

À medida que ele verte o líquido turvo sobre o copo com toda a arte de quem sabe fazer sofrer, vêm-te à memória as tuas inseguranças, ressentimentos, tristezas e toda a espécie de emoções não resolvidas, mais recentes ou mais antigas, e então ele diz: “Agora bebe, bebé!”

Fechas os olhos, caem as grossas lágrimas que estavam sustidas entre as pestanas e ainda antes de poderes dar um soluço choroso já ele te fez descer impiedosamente garganta abaixo a tua MÁGUA COM GÁS que estava à tua espera para ser digerida.

As luzes desaparecem por uns instantes e parece-te que morres por dentro do desgosto amargo daquela MÁGUA COM GÁS fedorenta. Mas não. Abres os olhos e começas uma má e dura digestão!

O barman sexy e perverso já lá não está e no lugar dele vês o teu curador profissional preferido que abre os braços em forma de serpentes para te abraçar, conter e proteger enquanto choras, vomitas, esperneias e gritas como uma criança que sente, como a criança que és.

Ficam juntos assim, umas horas nisto, até que, depois de libertares todas as águas e todas as mágoas de todas as formas que havia por expressar, adormeces exausta nos braços do curador que sibilando de orgulho e respeito pelo teu trabalho interno te observa e protege durante toda a noite, até as luzes voltarem a iluminar o céu.

Quando dás por ti, acordaste super leve e sentes-te inocente – é um novo dia. Na mesa de cabeceira um papel em branco para escreveres ou desenhares o que quiseres e por cima dele um novo copo, agora, de água fresca, pura e hidratante mesmo a calhar para saciar a tua renovada sede devida!

Feliz Lua Nova! <3

Lua Cheia em Caranguejo – deixar o rio correr

Por estes dias, há já uma ideia um pouco mais clara do estado em que está a “coisa” a gerir.

Se houver mais amargos que é preciso engolir… melhor é abrir a boca, trazer para dentro, sentir e deixar fluir. Porque depois de escorregar na falta de preparação, cair de joelhos na dureza do chão, de confrontar o império real e informações que até custam a crer… há que deixar o rio correr.

E se receberes mais bênçãos que te façam sonhar… melhor é abrir a boca e deixar os dentes brilhar. Porque depois de tanto trabalho, estratégia e organização, de esculpir a realidade com o cinzel da vocação, também há tempo para as recompensas e o prazer… é só deixar o rio correr.

Feliz Lua Cheia em Caranguejo!