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Lua Cheia em Caranguejo – deixar o rio correr

Por estes dias, há já uma ideia um pouco mais clara do estado em que está a “coisa” a gerir.

Se houver mais amargos que é preciso engolir… melhor é abrir a boca, trazer para dentro, sentir e deixar fluir. Porque depois de escorregar na falta de preparação, cair de joelhos na dureza do chão, de confrontar o império real e informações que até custam a crer… há que deixar o rio correr.

E se receberes mais bênçãos que te façam sonhar… melhor é abrir a boca e deixar os dentes brilhar. Porque depois de tanto trabalho, estratégia e organização, de esculpir a realidade com o cinzel da vocação, também há tempo para as recompensas e o prazer… é só deixar o rio correr.

Feliz Lua Cheia em Caranguejo!

Saturno entra em Capricórnio

À sombra do mistério da última lua nova, sem unha de luz de prata para aclarar o céu da noite, chega Saturno, o administrador do zodíaco, a 20 de Dezembro de 2017, às 04:49, à porta da sua empresa “Capricórnio”.

Saturno já não visitava Capricórnio há 26 anos (!) e achou que estava na hora de voltar, não só para averiguar em que estado se encontrava a sua empresa de serviços humanos, mas acima de tudo para partilhar com os seus sócios e funcionários todas as aprendizagens que fez nos últimos (muitos) anos e toda a mestria que desenvolveu e assim, com estes novos conhecimentos e experiências, poderem definir novo plano de negócios, estabelecer melhores objectivos e estruturar novos empreendimentos para os próximos 28 anos.

O velho Saturno estava cansado da longa e intensa viagem que fez por todos os signos do zodíaco, mas, como sempre, pôs o dever antes do prazer e portanto, em vez de ir dormir, decidiu aparecer de surpresa, a meio da noite, no edifício de Capricórnio, na esperança de ficar um pouco sozinho na empresa e assim, em segredo (não fosse algum dos seus funcionários descobrir que no lá no íntimo é um sentimental), matar saudades daquelas paredes de pedra, altas e frias, projectadas e construídas com as suas próprias mãos, desde o início dos tempos.

Meteu, automaticamente, a mão no bolso do seu fato cinzento à procura da chave da porta mas, rapidamente bateu na testa em gesto de auto-reprovação, pois lembrou-se que tinha perdido as chaves no mar [Saturno quadratura com Quíron em Peixes] há um ano atrás, numa reunião (muito pouco profissional), no iate do relaxado Júpiter.

– Como é que vou entrar na minha empresa, a esta hora da noite, sem chave? – Perguntou-se.

Saturno, super calculista e avisado, nada faz sem primeiro consultar o relógio dos magos e levantar o horóscopo (hora-skopos) para averiguar se as suas pretensões estão em consonância com a energia do momento. Apesar de ser já bastante velho e levar muito tempo a fazer quase tudo, Saturno é também sócio gerente de uma empresa vizinha de novas tecnologias chamada “Aquário” e portanto sacou facilmente do seu tablet de última geração e imediatamente analisou o mapa astral do momento. Então, viu que era hora de Marte (força e aventura) que o ascendente do momento era Escorpião (determinação, segredos e investimentos) e que o regente Marte, poderosíssimo em Escorpião, estava na casa 12 (do escondido, invisível, difícil de detectar) pelo que considerou que poderia com facilidade entrar na empresa à socapa (não seria ilegal, afinal a empresa é dele), pela janela larga e mal fechada do departamento de contabilidade [Sagitário na cúspide da casa 2]. Assim fez e entrou.

Já dentro de Capricórnio, mas ainda no escuro, não chegou a dar meia dúzia de passos e escorregou numa espécie de corda deslizante que o fez cair de joelhos.

– Diabo! O que é isto? – perguntou zangado.

– Sssaturno, sssou eu, Lilith, a Serpente. Não te lembrasss de mim?

– Lilith, a Lua Negra… Certo… Eu cheguei agora mesmo de viagem, mas perdi as chaves… e entrei às escuras pela…

– Sim, eu sei, eu vi. Estava à tua espera! Bem-vindo à tua empresa! Vou acender-te a luz.

– Lilith, tu trabalhas aqui?

– Essstou aqui em Capricórnio, durante uns 9 mesessss, a realizar um projecto universal de incubação de novassss e melhores empressssas… entretanto, faççço a vigilância nocturna do teu edifíccccio.

– Muito bem.

– Saturno… ssssei que acabaste de chegar mas, há algumas coisassss que é urgente ssssaberes… e é o meu papel alertar-te, ssssempre. Tenho toda a informação de que precisasss para ficaresss ao corrente da realidade, aqui, neste Macintosh da Apple… Mas aviso-te que quando vires esta informação, quando tomares conhecimento, cairás do paraíso, não será fácccil. Estássss preparado?

– Eu sou Saturno, eu estou sempre preparado para a realidade, Lilith, mostra-me.

 

Lilith ligou o computador com a maçã e mostrou a Saturno vários documentos, fotografias, gráficos, tabelas, relatórios e todos os resultados bons e maus das vidas individuais e colectivas da humanidade e, simultaneamente, ia-lhe dizendo:

– Podia falar-te já da enorme tensão que ocorre mesmo agora entre a Dra Lua, Urano e Plutão mas, para ser sssucinta vou falar ssssó do essencial. Há 9 anos, Plutão entrou aqui em Capricórnio, enviado por Deus, com um projecto de remodelação total do sistema de organização desta empresa e da vida de todos os humanos e, sem dó nem piedade, tem vindo a destruir todas as estruturas doentias que já não servem o propósito divino e que não têm a verticalidade necessária à evolução da consciência humana… Apesar de alguns valentes vanguardistas terem aderido intuitivamente ao processo, a verdade é que tem sido assustador para a maioria das pessoas. Muitos tentaram (e ainda tentam) em vão resistir à destruição desta velha organização social com medo de não sobreviverem sem ela, tão separados que estão das leisss naturaissss. Foi então que em 2010, Urano, o teu sócio na empresa Aquário, impaciente e revolucionário – tu sabes como ele é – encheu-se de força e veio acelerar ainda mais o processo de mudança com ideias novas, futuristas, ideias de independência e de liberdade que foram despertando, aos poucos, mais pessoas para a sua identidade, para a sua criatividade e autonomia e para o processo de individuação… veio também gritar aos ouvidos das pessoas os ideais de fraternidade e ideias para a criação de comunidades novas de seres humanos mais autênticos, de novos sistemas organizativos mais simples e livres da prepotência e do controlo da plutocracia… enfim tudo ideias que a maioria da humanidade deseja experimentar mas que ainda não se sente preparada nem suficientemente madura para as poder viver… mas, ainda assim, já nada é como era antes, Saturno! O processo de desconstrução dos sistemas corrompidos, o processo de desmascarar e destituir os falsos líderes vai a meio e há agora todo um trabalho árduo pela frente de gestão de recursos, de planeamento estratégico do que será o futuro desta empresa e, portanto, das vidas dos humanos e de dedicação ao compromisso de organizar e construir o que Deus pretende para nós. Este trabalho terá que ser liderado por ti, Saturno, que és o gestor disto tudo!

 

Saturno ouvia muito atentamente, de olhos arregalados e boca seca, mudo e gelado como uma rocha no Inverno, mas viam-se bem as grossas gotas de suor que lhe escorriam pela testa ao antecipar com toda a clareza o colossal trabalho e a gigantesca responsabilidade que terá pela frente durante os próximos 3 anos e ao qual terá que se entregar com todo o corpo e a tempo inteiro para honrar o seu refinado senso de dever. Lilith continuou:

– Sei que, nos últimos anos, enquanto viajaste por Sagitário, tiveste (felizmente) várias visões inspiradas para o novo rumo (mais ético, mais verdadeiro, mais sábio, mais natural) que irás dar à tua empresa e às nossas vidas e por isso, estávamos todos desejosos que cá chegasses para começares a pôr ordem nisto. Sei também que tu, Saturno, já não és o mesmo e que tens agora toda a experiência e competência necessária para desempenhares esta missão ao mais alto nível – agora é a sério.

 

Saturno ficou tenso e preocupado. Sim, agora era mesmo a sério. Sabia bem o que terá que fazer daqui para a frente: Uma profunda auditoria ao estado actual, uma séria avaliação dos resultados obtidos nos últimos 28 anos, contabilizar ganhos e perdas, premiar os humanos disciplinados que desempenharam com sucesso as suas tarefas e corrigir com firmeza os incompetentes que se deixaram desviar, definir objectivos novos, formular estratégias e planos de acção para atingir os objectivos, controlar o tempo, ser eficiente, trabalhar, trabalhar, trabalhar e acima de tudo ser um bom modelo, dar o exemplo. Então Saturno, tossiu, ajeitou a gravata e com voz solene disse:

–  Vou assumir a minha autoridade, dar o meu melhor no meu serviço a todas as horas, gerir com responsabilidade tudo o que estiver sobre a minha alçada e contribuir para criar as estruturas e as condições necessárias para a vida nova que Deus quer e o homem sonha. Ambiciono o êxito desta missão, que tem tanto de individual como de colectiva, e calculo que, se todos os humanos assumirem comigo este mesmo compromisso, será um verdadeiro sucesso!

Com estas palavras, ditas como lei pela boca de Saturno, Lilith, a serpente, sibilou de feliz. A noite (do dia, do ano e da humanidade) já ia muito, muito longa e aos poucos começaram a sentir o aproximar da luz do Sol, de um novo dia e de uma nova Vida.

Lua Nova em Escorpião – do confronto ao Poder

Esta manhã, deu-se a Lua Nova no grau 26 de Escorpião. A ausência da Luz lunar em qualquer lua nova abre as portas para a criatividade, subjectividade impulsiva e para o mistério e, a meu ver, a Lua Nova de Escorpião (que ocorre todos os anos por esta altura) é de todas a mais interessante, já que o simbolismo de Escorpião reforça a nota convulsiva de magia e de intensidade.

Esta lunação parece-me extremamente interessante pela oportunidade de transformação pessoal e a possibilidade (acredito que para poucos de nós) de promover um aprofundamento curador ao nível da intimidade.

Aos meus olhos, é como se estivéssemos a ser violentamente puxados para dentro de nós, para uma profunda e importante transformação pessoal que se dará através de processos de confronto, discussão, de conflito ou de lutas pelo controlo por medo de sermos vítimas de aprisionamento, de asfixia ou de abuso [Marte em Balança em quadratura com Plutão em Capricórnio como dispositores do Sol e da Lua em Escorpião].

Estes processos tensos e desagradáveis de discussão, mais ou menos claros e assumidos, mostram que uma importante relação (íntima, profissional, social…) atingiu de certa forma um clímax, ou seja, deu já os frutos que tinha a dar [quadratura minguante]. É, portanto, crucial para o desenvolvimento futuro das partes envolvidas que se opere uma mudança substancial na relação. Esta mudança pode traduzir-se quer no iniciar de uma fase de despedida (com corte mais ou menos doloroso) quer no iniciar de uma fase de amadurecimento e aprofundamento do relacionamento (não só através da exposição segura e mútua da sombra mas também com o planeamento estratégico de um propósito novo para essa relação – já que o propósito anterior se esgotou).

O ego [Marte] quer sempre ganhar e sobreviver mas, às vezes (principalmente se Marte estiver em Balança em quadratura com Plutão) vale bem a pena desistir da vitória individual e trabalhar conjuntamente no sentido do empate que agrada a ambas as almas, que ganham juntas (ou separadas). Então, há nesta lunação o perigo de nos deixarmos conduzir mais ou menos inconscientemente pelo desejo cego de levarmos a nossa avante e ganharmos a taça a qualquer preço.

Parece-me, assim, que o mais importante nesta fase de negociação (independentemente do resultado prático ser corte ou aprofundamento) é redobrar a atenção sobre os impulsos internos que nascem do medo, num processo de autocontrolo e autovigilância, reflectindo mais (muito mais!) antes de nos manifestarmos de modo a evitar as reações automáticas (quase inconscientes) de competição, de vingança, de manipulação e de destruição [Marte em Balança, quadratura minguante com Plutão]. Não digo que a ideia seja suprimir a vontade própria ou a espontaneidade, mas sim que é necessário observarmos e investigarmos com devotado interesse e maturidade as motivações ocultas por detrás dos nossos próprios actos impulsivos e implacáveis e moderá-las [Marte em Balança], assumindo a nossa parte de responsabilidade pelo ponto a que se chegou. Idealmente, se se trata de uma relação íntima de amor haverá com certeza o espaço e a confiança necessária para partilhar o nosso lado negro e magoado (sem medo de sermos logo abandonados), mostrando ao outro onde nos dói e como e porquê nos estamos a sentir intimidados.

Dá trabalho e é pouco agradável (para usar o eufemismo), mas este processo de debate, confronto ou conflito é exactamente o que nos permite abrir um importante alçapão interior onde se encontra a chave para o reconhecimento e a cura [Lua Nova trígono a Quíron] de algumas partes ainda não amadas e por isso mesmo amedrontadas em nós.

Saturno e Urano em trígono em signos de fogo, fazem, respectivamente um semi-sextil e quincôncio com a Lua Nova e, para mim, isto é simplesmente a indicação de que se não sucumbirmos à tentação de ignorar o convite ao confronto, se não fecharmos os olhos aos monstrinhos feios e mal amados que vivem dentro de nós e nos entregarmos então à tarefa árdua de fazer importantes ajustes para a mudança estrutural do relacionamento íntimo connosco e com o outro, então despoletamos um fabuloso fluxo criativo na nossa vida, com o qual provavelmente não contávamos e que se transforma em fonte de um novo e verdadeiro Poder pessoal.

Júpiter em Escorpião

Júpiter em Escorpião (submundo, intimidade, mistério, poder)

Sempre que um planeta muda de signo, a vida faz-nos uma nova proposta. É como se o planeta fosse uma espécie de voz da consciência com um intuito específico e o signo fosse o assunto ou o tipo de mensagem que a voz nos traz aos ouvidos.

Há umas semanas atrás (mais concretamente a 10 de Outubro – tchiii, já lá vai um mês) Júpiter entrou em Escorpião e em Escorpião continuará até 8 Novembro de 2018. São, portanto, mais 12 meses em que Júpiter (o nosso guru interior) nos falará ao ouvido, num tom escorpiónico, a cada instante relembrando o seu convite a quem o quiser escutar, aceitar e responder.

Aos meus olhos (ou ouvidos) o resumo do convite de Júpiter em Escorpião é o seguinte:

“ Explora o teu submundo, aventura-te na intimidade, abre-te ao mistério e desenvolve o teu poder!”

Submundo, intimidade, mistério e poder são para mim as 4 palavras-chave nas quais arrumo e agrupo o essencial de escorpião.

Júpiter expande tudo em que toca e, em Escorpião, são (a meu ver) estes os principais assuntos que serão ampliados nas nossas vidas de modo a promover o nosso crescimento pessoal:

  • Submundo – como inconsciente, profundidade, recalcamentos, impulsos, desejos, obsessões, instinto, traumas, mágoas, sombra, pecados, medos, tabus, “lixo”, potencial, tesouros, etc.;
  • Intimidade – na formas de “casamento”, parceria, partilha, privacidade, exposição da vulnerabilidade, emoção intensa, paixão, fusão, sexualidade, orgasmo, alquimia, linhagem genética, segredos, traição, etc.;
  • Mistério – na forma de magia, transformação, morte, cura, regeneração, iniciação, esoterismo, xamanismo, hermetismo, etc.;
  • Poder – nas formas de criatividade, destruição, guerra, influência, controlo, manipulação, sedução, ameaça, abuso, dominação, sobrevivência, dinheiro, dívidas, investimentos, etc..

Assim, em Escorpião, Júpiter pede-nos para… :

  • … arriscarmos escavar nas zonas mais escuras e desagradáveis do nosso ser, de modo a que possamos encontrar ou recuperar um pouco mais de paz de espírito, de potenciais e de tesouros/talentos (Touro – o signo oposto) que estão enterrados debaixo de grossas camadas de medo e de dor. Para tal, é possível, por exemplo que a vida nos traga memórias traumáticas, situações ou encontros com pessoas que despertam o nosso lado mais sombrio e magoado, aquele que assustado se esconde ou reage violentamente para se defender de ameaças e que se mantém em desconfiada vigilância, na tentativa de ter maior controlo sobre as circunstâncias da vida. Júpiter sugere uma expedição ao nosso submundo e aconselha-nos a baixar a guarda, a encarar o bicho papão de frente e se possível perdoar e libertar a emoção que ficou presa no momento do passado em que a “coisa” não correu bem.

 

  • … confiarmos em mergulhar mais profundamente no poço da intimidade. Isto implica, creio, desenvolver a capacidade de nos vulnerabilizarmos: primeiro, perante nós mesmos, reconhecendo e aceitando o que transportamos dentro de nós, no coração (“in-timo”) e no sangue, sejam feridas muito antigas onde não queremos tocar, sejam as nossas motivações mais profundas e fortes, as nossas paixões; depois perante aquele ou aqueles outros com quem temos a oportunidade e a sorte de partilhar o que somos e o que temos. É então possível que a vida nos coloque o desafio de ter que ultrapassar obstáculos de vergonha, de culpa, de posse e de medo de traição, exacerbando as nossas emoções no processo. Talvez seja oportuno libertarmo-nos de um velho segredo fazendo dele um “lugar comum”, enquanto simultaneamente desenvolvemos um novo conceito de privacidade e descobrimos formas mais abrangentes e libertadoras de sexualidade, de entrega e de fusão.

 

  • … nos abrirmos aos mistérios da vida para desenvolver sabedoria sobre as leis essenciais da vida e da morte. Durante o trânsito de Júpiter em Escorpião, talvez nos vejamos envolvidos nalguma forma de rito de passagem, entre mundos, entre aquilo que já não somos e aquilo em que ainda não nos transformamos totalmente. Talvez nos sintamos mais motivados a ir além das aparências e do óbvio, a ir além das soluções rápidas empacotadas em embalagens modernas de abertura fácil, a querer contactar filosofias antigas, escolas de mistério e investigar conhecimentos sagrados, numa verdadeira rendição ao que é natural e essencial e procurar sentidos realmente mais profundos para as situações que experimentamos e com esse novo entendimento sobre nós mesmos e sobre as leis universais transversais a todas as culturas e civilizações, conseguir operar no dia-a-dia as transformações necessárias à cura do que em nós ainda sofre, regenerando as nossas crenças e a nossa atitude e fazendo assim a magia de alterar a realidade em que vivemos.

 

  • … alargarmos a nossa visão sobre poder. Formas de aparentar poder há muitas… e nos próximos meses (à medida que nos libertamos de algum do nosso karma) lidaremos com muitas delas que mais não são do que expressões do medo como o controlo, a manipulação, a vingança, a ameaça, o abuso… são jogos para dominar ou subjugar alguém a que recorremos quando não estamos realmente conectados com aquilo que para mim (até ao momento) é o único e verdadeiro significado de poder e que é CRIATIVIDADE. Não será à toa que o símbolo de “Power” dos equipamentos eléctricos é constituído por um traço ou tronco vertical e um círculo aberto, um crescente, que o apoia e envolve em clara alusão ao pénis e à vagina, ao espermatozoide e ao óvulo, criadores de vida. Enquanto Júpiter transita por Escorpião é possível que algumas direcções em que temos caminhado cegamente e crenças tontas sob as quais nos temos orientado nos conduzam a becos escuros sem saída (“dead ends”) e a algum tipo de desespero intenso do qual nos salvamos descobrindo e explorando a raiz do nosso verdadeiro poder, a força de vida na origem de tudo: a nossa criatividade. Júpiter em Escorpião, mais do que sobreviver quer que prosperemos e nesse sentido assinalar-nos-á o caminho com visões sobre o nosso poder, isto é, sobre as nossas formas particulares e especiais de unir os elementos simples que estavam separados e assim fazer uso do nosso potencial criativo gerando filhos, soluções, obras, ideias, movimentos, grupos, arte, negócios, actividades… enfim criando, dando vida ao que antes não existia.

A viagem nas águas de Escorpião já começou, o guru inspirador estará aí sempre junto ao ouvido lembrando o convite e a missão que tens em mãos e se embarcas na aventura talvez daqui a 12 meses olhes para trás e vejas quantas mudanças extraordinárias fizeste, o quanto cresceste e o alívio que sentes por tudo que desmistificaste, partilhaste, curaste e que criaste e possas então dizer com toda a propriedade:

“Exploro o meu submundo, aventuro-me na intimidade, abro-me ao mistério e desenvolvo o meu poder!”

Próximo local de atendimento em preparação

À medida que o meu anterior local de atendimento para consultas e aulas de Astrologia vai contando os seus últimos dias de existência, vou desbravando o submundo da minha própria casa (qual Júpiter em Escorpião), corajosamente aspirando teias de aranha com a mão direita e (sabe-se lá como) “destralhando” monos e recordações de família com a mão esquerda…. e nisto abre-se o espaço e a possibilidade de explorar os velhos recursos da cave de uma forma totalmente nova (ao gosto dos trânsitos de Plutão).

Assim, entre latas de tinta branca, jornais velhos, serrotes ruidosos, chaves de fendas, lágrimas, alguma expectativa e muito suor dedico-me (finalmente), a preparar o cenário do meu próximo local de atendimento. É próximo, não só porque é o seguinte (next!) mas, principalmente porque está muito, muito perto de mim, do meu presente e do que sou intimamente (cheia de livros por ler, velharias, telas mal pintadas, escura, desarrumada, pouco visitada…).

É aqui mesmo, na minha casa, 11 degraus abaixo do piso 0, num quarto subterrâneo, no meu submundo físico, junto ao cavalete de madeira onde finjo pintar e ao piano pesado e desafinado que resistiu a várias gerações de Sousas e Bernardes de Carvalho e que ainda não sei bem tocar.

Vejo neste espaço um lugar uterino para os nossos encontros astrológicos: o chão é vermelho sangue, pela porta interior recebe o calor de uma salamandra acesa, pela porta exterior o ar húmido do mar de Leça e, se aberta, permite ver um pátio com degraus para um jardim e a caixa de escoamento das águas pluviais – simbolicamente perfeito para o novo propósito que lhe desenho.

Receber pessoas em casa, no caso clientes, deixa-me (confesso) com a ansiedade e a preocupação que tem atravessado tudo que faço pela primeira vez (Ascendente em Virgem). Mas, acredito também (porque sei que tudo que acontece comunica significado) que será a inauguração de uma fase mais profunda e íntima de trabalho com as Pessoas via Astrologia. Fase em que já não me limito a atendê-las, antes recebo-as dentro (de casa e da alma), albergo-as por hora e meia e, se houver vontade e espaço a que me recebam também,  descemos juntas até ao fundo, de degrau em degrau, até às sombras e riquezas do submundo, abrimos o livro de mistério, pintamos quadros futuristas, fazemos música alternativa, escoamos águas caídas e visualizamos jardins sob a luz da Astrologia.

A estética de Balança

No Equinócio da passada sexta-feira, o Sol entrou em Balança, o segundo signo de Ar, que é símbolo de estética, cultura, erudição, julgamento e de refinamento através do equilíbrio com outro.

Em Gémeos (o primeiro signo de Ar), aprendemos pelo questionamento e recolha de informação que são frutos da espontânea curiosidade e experimentação pessoal. Já em Balança não há à partida essa abertura inocente de Gémeos (até porque é em Balança que se exalta Saturno o planeta dos limites e da imagem social). Então, ao contrário de Gémeos, em Balança há perspectivas, “conhecimentos” e conceitos já formados e fechados com a chave da nossa própria mentalidade e educação, já “preparados e embalados” na mente prontos a servir à mesa de qualquer conversa. Mas, porque não somos perfeitos nem seres acabados, essas perspectivas, “conhecimentos” e conceitos estão também e acima de tudo prontos para serem testados e/ou desenvolvidos através da partilha e do debate justo e franco de argumentos.

Contudo, para que esse diálogo (seja ele interno, interpessoal ou “interqualquercoisa”) possa ocorrer (em nome da evolução e da realização do que é essencial para o 7º Signo), sem se transformar num confronto vazio (ainda que diplomático e civilizado de-mentes hermeticamente fechadas, como no confronto de dois espelhos fixos que, frente a frente, nada reflectem para além do vazio entre si) Balança precisa da coragem e iniciativa do seu signo complementar, Carneiro, para ultrapassar a resistência à perda da identidade, à perda da sua base de partida e à perda do estatuto conquistados com tanto conhecimento geminiano (limitado) acumulado e então rodar a chave para se abrir sinceramente ao outro ponto de vista, à outra informação, ao outro ser… com a leveza e agilidade de uma mente verdadeiramente despida de preconceitos e disponível para que o terceiro signo de Ar, Aquário (o inesperado, o rasgo, o génio, a luz), aconteça.

Só com esta abertura (e portanto vulnerabilidade) – nada fácil – melhora Balança a sua capacidade de julgamento, expande a sua cultura, refina o seu “conhecimento” e desenvolve uma verdadeira ESTÉTICA de relacionamento com a vida; a única estética realmente magnética para a vibração do Amor que se recebe, que se dá e que se faz no caldeirão alquímico do signo seguinte que é Escorpião.

Lua Nova em Virgem

E Deu-se a Lua Nova de Virgem!

Em Virgem aprendemos a definir criteriosamente e a seleccionar o que vamos e não vamos permitir trazer para dentro [para dentro do corpo (seleccionando o que ingerimos, que ambientes respiramos e frequentamos, com quem nos fundimos), para dentro da mente (escolhendo o que lemos, ouvimos, o que falamos, ao que damos atenção…) para dentro de casa, para dentro das relações, etc.].

Por outro lado (que lá no fundo é o mesmo lado), em Virgem aprendemos também a aperfeiçoar aquilo já que somos e a treinar para o que queremos vir a ser. Tudo isto (e tudo o resto a que Virgem se dedica) depende antes de mais de uma análise, de um sincero diagnóstico sobre onde estamos, como estamos e onde queremos ir e como queremos caminhar, e depois depende do empenho (e às vezes esforço) para aplicar as medidas necessárias.

O Sol, Mercúrio e Marte já nos andam a pedir há umas semanas que façamos esta análise e que tomemos medidas no sentido de escolher o que queremos trazer para dentro, o que queremos deixar (ou deitar) fora e o que queremos trabalhar em nós (para que a vida funcione bem, como uma engrenagem bem oleada sem encravar).

Alguns regressaram ao ginásio, outros tornaram-se vegetarianos, começaram a meditar, fizeram análises clínicas, deixaram de fumar, compraram pasta de dentes sem flúor… muitos arrumaram gavetas, limparam armários, “destralharam” sótãos e garagens, deitaram fora ou doaram o que já não tinha valor nem “fazia jeito”, alguns eliminaram números da lista telefónica e reorganizaram a agenda de trabalho para os próximos meses… outros foram-se preparando para encontros que hão de acontecer e que se querem de melhor qualidade (sim, é que Virgem é o signo que vem imediatamente antes de Balança dos encontros) e outros fizeram “coisas” muito úteis que não me ocorrem de momento ☺️ .

Muitos de nós, apesar do impulso de limpar, não fizeram nada e alguns até ficaram doentes (cof-cof). Mas hoje é Lua Nova de Virgem e esta lunação reforça o convite reactivando a necessidade de uma organização pessoal mais higiénica, mais saudável, mais funcional e, além disso, Vénus entrou também em Virgem (vindo acrescentar prazer em arrumar, maior capacidade de escolha por comparação com os nossos próprios referenciais e também maior capacidade de pôr em prática as ideias criativas que surgiram nas últimas semanas).

Assim sendo, desejo uma excelente lunação de Virgem – Lua Nova, mas cheia de melhoras e melhorias: limpa-te, organiza-te e produz.

Mercúrio pós sombra, Vénus sobre o grau do eclipse…

Desde o dia 5 de Setembro até agora (ou seja, enquanto Mercúrio foi fazendo a sua passagem pela zona da sombra do período da sua recente retrogradação), temos sido convidados a analisar profundamente, a aceitar e a processar lentamente as necessidades de mudança e de ajuste levantados pelos imprevistos, perdas e/ou surpresas dos últimos dois meses, especialmente no período entre 13 de Agosto e 5 de Setembro (período da retrogradação de Mercúrio durante o qual ocorreu o Eclipse em Leão).

Independentemente do contexto particular em que surgiram nas nossas vidas individuais, estas mudanças e ajustes requerem que nos vamos tornando mais conscientes do que é de facto significativo/ importante nas nossas vidas, agora. Para dar sequência a este processo de focalização no essencial e fazendo uso do nosso discernimento e poder de descriminação, poderá ser imperativo desistir de algo que já não é relevante ou que já não é funcional, que por algum motivo já não tem vida, já não tem alma, já não tem luz e a partir do contacto com esse vazio, com esse zero (0) interno que é óvulo por fecundar, fazer então uso da criatividade, dos rasgos de genialidade, da inocente espontaneidade e assim tirar partido do imprevisto, da perda ou da surpresa ocorrida, provavelmente com resultados e vantagens que transcendem a esfera pessoal, pois que brilham tanto de paixão e de generosidade que se tornam úteis a toda uma comunidade.

Amanhã, dia 19, Vénus fará conjunção com o grau onde se deu o último eclipse solar, reactivando assim os temas que foram agitados nas nossas vidas recentemente, mas agora com mais aceitação, maior coração, apaziguamento interno e com arte de criar ou recriar em cima do que à primeira vista era inconsistente ou desesperador e que, se bom olho houver, se revela agora inspirador. Simultaneamente, Mercúrio ainda conjunto a Marte em Virgem (da audácia com medida e da força diligente para pôr as mãos à obra), vai passar pra lá, não de Bagdá, mas do grau 11 (de onde parecia que nunca mais passava) e assim seremos agora todos convocados pela sineta do trabalho e do serviço para aplicar o que foi revisto e avançar e produzir com a matéria-prima do imprevisto.

When life gives you moldy lemons and you can’t make lemonade, give it a shot! Embrace this weird opportunity: Mold your life in a new way.” Caldo em Tornado (2017).

Eclipse total do Sol a 28 de Leão

Se este eclipse total do Sol no grau 28 de Leão fosse um filme…

Título: Um corte na juba do Leão.

Género: Comédia dramática

Direcção: God Works Entertainment

Realização: Natural field Studios

Roteiro: Your Will Rules

Elenco: Tu e a tua tribo na tua “trip”. Nota: se este Eclipse fizer conjunção com algum planeta do teu mapa astral, então és o actor principal deste filme que é, assim, muito importante para ti.

Música: Heart Drumming Effects

Fotografia: Group Selfy Productions

Lançamento: 21 de Agosto de 2017

Duração: 6 meses a 1 ano

Sinopse: Acontecimentos súbitos desligam a luz e põem fim ao reinado de uma situação estática na tua vida com a qual já não te identificas (mesmo que ainda não saibas). No escuro (temporário), vês a situação com outros olhos e ganhas nova consciência do teu poder criador! Eis que se revelam possibilidades desafiadoras para experiências mais dignas, alegres e espontâneas que te põem o coração a bater ao ritmo da inspiração. Com o propósito renovado, depois de temporária cegueira, manifestam-se aceleradas mudanças de grande crescimento e evolução, em tom de brincadeira.

 

Onde se desenrola a acção? Depende da casa astrológica onde tiveres o grau 28 de Leão!

 

Para cada casa astrológica ficam aqui uma imagem simbólica/metafórica dos “trailers” (é pra imaginar a cena e, se possível, contemplar – não é uma previsão):

Eclipse do Sol em Leão na casa 1: Dispo o fato de líder que usei nos últimos anos e recomeço a dirigir a minha vida expondo uma camada mais profunda da minha verdadeira identidade.

Eclipse do Sol em Leão na casa 2: Sem querer, cai o que ostentei de luxuoso no saco do lixo e no processo de reciclagem, gera-se um valor mais digno e perene que passa a ser nova prioridade para mim.

Eclipse do Sol em Leão na casa 3: Queimam-se os livros e todas as folhas de jornal e assim, sem autores para referenciar, dou o devido foco e importância à minha própria percepção, partilho a minha opinião e crio melhor informação.

Eclipse do Sol em Leão na casa 4: Fico sem energia eléctrica em casa e no desconsolo dessa escuridão doméstica mudo-me finalmente para o habitat interno onde brilha sempre a luz da minha chama; essa morada fica na Rua “Onde Quer Que Vá”.

Eclipse na casa 5: A minha criança faz um drama porque perdeu o seu brinquedo preferido e subitamente descobre que se diverte mais a inventar novos brinquedos para jogos de grupo.

Eclipse na casa 6: A oficina de trabalho incendeia-se e queimam-se peças prontas. As partículas das cinzas inspiradas levam-me a construir novas ideias.

Eclipse na casa 7: Perco a autoridade para te comandar. Partilho contigo a liderança e nisto descubro a força e alegria da co-criação.

Eclipse na casa 8: Fundo-me contigo e não só descubro que a minha identidade pessoal não está sob ameaça como desenvolvo um nível mais profundo de poder criador.

Eclipse na casa 9: Calam-se as vozes dos mestres que segui. Num instante de desorientação busco recentrar-me. Agora sou o meu próprio guru.

Eclipse na casa 10: Quebra-se a haste de uma bandeira cor de gravata muito usada. Irradiar felicidade é a minha nova referência e vestindo este modelo assim lidero.

Eclipse na casa 11: Perdi o lugar central. Agora a minha importância no mundo é proporcional à minha capacidade de criar e me divertir com todo o mundo.

Eclipse na casa 12: Falham todas as tentativas de impressionar. Desisto de criar e só assim se cria espontaneamente um canal limpo que passa filmes de outra dimensão.

 

Se não estás a ver ou não percebeste o filme, não te preocupes: Mercúrio está retrógrado (e isto serve de desculpa para quase tudo que de momento não resulta! Ufa..!). No entanto, toma nota que nos dias 2 e 3 de Setembro, Mercúrio (o planeta da mente e da comunicação) vai estar quase parado conjunto a Marte (da acção) no grau 28 de Leão (o grau deste eclipse) a fazer trígono a Urano (das revelações) a 28 de Carneiro. Serve isto para dizer que é possível que nessa altura haja uma súbita compreensão e até motivação relativa às mudanças que este eclipse propõe ou que traz de forma abrupta.

Entretanto, “the show must go on” e se viveres o teu papel com coração e mestria, ainda és nomead@ para um Óscar da Academia!

Eclipse da Lua em Aquário

Todos os eclipses têm uma carga uraniana; isto é: têm um potencial simultaneamente desestabilizador/desconstrutor e despertador/inovador. É um momento que anuncia uma fase (de cerca de 6 meses) de acentuada mudança para a qual não há qualquer tipo de preparação prévia para além de nos abrirmos e flexibilizarmos para o que quer que venha. Por este motivo é tão temido por uns (os ansiosos e controladores) e tão desejado por outros (os loucos e aventureiros).

Sem querer fazer previsões tipo meia elástica que serve em qualquer pé, partilho, no entanto, ideias genéricas sobre o eclipse de hoje.

Neste eclipse, é a cauda do dragão que oculta parcialmente a Lua no grau 15 de Aquário, bem no centro deste signo fixo e isto faz-me crer no seguinte: Há, nos cenários que nos envolvem individualmente, sérias oportunidades (ainda que disfarçadas, distorcidas) de deixar para trás (cauda do dragão): hábitos rígidos desconectados da sinceridade; reacções emocionais de frieza e distanciamento e obsessões com a integração grupal/social (Lua em Aquário), que sejam obstáculo ou impeçam a espontaneidade, a manifestação da vontade autêntica e a irradiação dos impulsos criativos/apaixonados (oposição a Sol-Marte em Leão).

Para que estas oportunidades possam ser reconhecidas e abraçadas poderá ser importante saber que a oportunidade começa por surgir através da perda de uma “forma” (que pode ser um meio, um projecto, uma pessoa, um objecto, uma ideia que se eclipsa) que já não serve o nosso propósito criador actual e que nos desafia a desenvolver novas e melhores formas ou respostas às circunstâncias de agora.

É no vazio libertador deixado pela Lua eclipsada que a luz criadora do Sol flui em frente e a partir do centro sem oposição, sem bloqueio, sem embaraço até encher um novo contentor (nova lua, nova forma) que se cria mais à frente (no tempo e do tempo).

É na área de vida indicada pela casa astrológica com o grau 15 de aquário que a “forma” se vai eclipsar, testando a nossa capacidade de manter aí o foco e a confiança na essência que era transportada pela forma perdida e pedindo também que nos reinventemos criando, nessa área, melhores condições que permitam expressar a versão mais genuína do que somos – a nossa mais actual identidade.

Ficam aqui umas notas/imagens para o eclipse lunar, por casa astrológica:

  • Eclipse da Lua na casa 1: Desfaço-me de uma atitude fria e distanciada e abro-me para uma nova criação a dois.
  • Eclipse da Lua na casa 2: Esvazio os meus bolsos e permito que a fusão contigo ilumine a criação de melhores recursos.
  • Eclipse da Lua na casa 3: Abro a cabeça e perco sem arrependimento todas as ideias geniais sem forma que tive no passado; agora sou livre para me deixar invadir pela luz de novas inspirações.
  • Eclipse da Lua na casa 4: Pelas fendas das paredes rachadas da minha casa entram raios de sol que me recordam que há mais vida lá fora.
  • Eclipse da Lua na casa 5: Deixo para trás a obsessão com a criação independente pois da participação em grupo vem uma chama que me aquece a alma.
  • Eclipse da Lua na casa 6: Deixo que se quebrem todas as velhas ferramentas de rigor e abro-me à liberdade do trabalho de improviso.
  • Eclipse da Lua na casa 7: Desisto de te querer mudar, deixo-te para seres como és e encarnando assim a essência do Amor, descubro que sou mais livre contigo.
  • Eclipse da Lua na casa 8: Desisto daquilo em que investi e confio na força da minha capacidade de construção/reconstrução.
  • Eclipse da Lua na casa 9: Destroi-se uma falsa teoria e nisto deixo que a experiência prática me guie até à verdadeira Lei.
  • Eclipse da Lua na casa 10: Desisto do objectivo público sem nenhum sentimento de derrota pois dentro de mim gera-se em segredo algo que exige toda a minha atenção.
  • Eclipse da Lua na casa 11: Liberto-me dos condicionalismos descabidos deste grupo e deixo que a forma genuína de me expressar e manifestar magnetize os meus verdadeiros semelhantes.
  • Eclipse da Lua na casa 12: Não sei o que se quebrou mas sinto uma vaga perda… com o foco no criativo trabalho quotidiano uno novamente tudo.

Feliz Eclipse Lunar!