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Vai ser já, já… não ia?

Nesta próxima madrugada há eclipse do Sol. Na verdade, já o tens sentido e sabes isso quando reconheces que nas últimas semanas algo começou a inquietar-te, a agitar-se dentro de ti e à tua volta, uma alteração de percepção, um fim, uma oportunidade, algo que te encaminha para alguma forma de mudança, uma renovação. Isto é mais pessoal e significativo se tiveres posicionamentos nos graus activados por este par de eclipses (29° de carneiro e 14° de escorpião).

 

Mas é essencial saberes que, simultaneamente, Mercúrio está a desacelerar (desde segunda que já sentes a sonolência, a falta de agilidade mental, a lentidão e os imprevistos eléctricos, mecânicos e de comunicação e as surpresas de informação).

 

Mercúrio há de parar para ficar retrógrado e conduzir-te para o passado e para dentro, para o ritmo do teu corpo, para a reflexão que te prepara para um melhor investimento. Então, apesar da agitação e instabilidade que os eclipses provocam, neste momento quanto mais serenidade mantiveres, quanto mais pausadamente actuares, quanto mais te fechares a distracções externas e aceitares os teus instintos, melhor lidas com esta semana e as seguintes, melhor avalias (confias?), melhor reúnes os recursos e o material para a (re)construção (já fizeste a demolição? É que tudo segue uma ordem para ser bem feito…).

 

Repara que o primeiro eclipse acontece no último grau de carneiro (29°) exigindo mestria sobre a capacidade de usar a iniciativa pessoal: é preciso ter uma noção muito precisa do que está por detrás do que te faz agir. É entusiasmo e verdadeira motivação? Ou é jogo de poder, medo e pressão?

 

O grau do eclipse está a ser pressionado por Plutão em Aquário, signo do futuro. Então há pressões (pressões!) para fazer às pressas, para decidir agora em cima do joelho, para ter tudo pronto já, mas inteligente agora é ir devagar.

 

Esta ideia de esperar um pouco antes de ir, antes de avançar, de revelar, de fazer acontecer é reforçada pela refranação de luz entre Mercúrio e Urano. Mercúrio prepara-se para chegar à conjunção com Urano mas, antes de completar o aspecto vai parar e inverter a direcção (fica retrógrado) e ficamos com a sensação de que “vai ser já, já… não ia?”.

 

Ia, ia. E será, mas só depois de Mercúrio retomar o movimento directo e voltar a aproximar-se de Urano lá para o início de Junho. Até lá é tempo de integrar uma nova perspectiva, uma nova luz, de recalcular os valores e as prioridades, de reavaliar as propriedades do teu solo e a tua capacidade de produzir e acumular, mas também é preciso fechar os olhos, sentir o corpo e receber o som dos pássaros, em silêncio, no canto mais vazio do teu jardim.

 

 

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S.H.N.I – Ser Humano Não Identificado (um mito)

Com a passagem do tempo a aproximar-nos das comportas que abrem o fluxo para a Era de Aquário, há que criar novos mitos que actualizem a narrativa sagrada da proposta de evolução humana.
No início da era actual (que está a acabar), foi o mito de Jesus, o Cristo, o Salvador que veio ensinar o melhor de Peixes, o Amor Compassivo.
Nesta nova Era que está a começar, a figura central do novo mito, a meu ver, há de ser um S.H.N.I. (um Ser Humano Não Identificado) que virá revelar a Verdade para ensinar sobre Liberdade.
Não sei como será esse novo mito, mas imagino, em 2163, o nascimento natural do SHNI anunciado, no equivalente às redes sociais, pela sua mãe solteira Leocádia de juba farta e arruivada, uma activista ambiental que, numa noite de Novembro, atirou o seu cartão de cidadão para arder na fogueira que era o centro físico e simbólico da comunidade outsider e off-the-grid localizada num braço do labirinto da floresta onde vivia e onde dava workshops de danças africanas em troca do que precisasse no momento.
Sempre que Leocádia ia à cidade para expor o que sabia, o seu chip intracelular (que lhe tinha sido injectado no momento da primeira respiração, tal como acontecia a todos os cidadãos) era de imediato detectado pela rede de Controlo para a Segurança, e a polícia do Governo Único perseguia-a para a impedir de contaminar a população citadina sofisticada com as suas teorias da conspiração.
Leocádia era uma inimiga do sistema e, por isso, era apenas previsível que assim que anunciasse o nascimento natural do seu filho SHNI todas as tropas do mundo iniciassem uma caça a este perigosíssimo bebé, o único ser humano não registado, não marcado, não identificado, não pertencente ao sistema “global” e por isso não sujeito às suas regras.
E assim foi. A caça começou, os drones sobrevoaram toda a floresta e incendiaram completamente todas as comunidades de outsiders, até então toleradas, matando a eito tudo o que mexia.
Leocádia morreu também no massacre e o seu corpo semi-queimado acabou por ser devorado por gazelas carnívoras geneticamente modificadas. Felizmente, como era uma mulher sábia, antes de publicar o anúncio do nascimento do seu filho, entregou SHNI à ninfa Amalteia e à sua cabra Aix que vieram de muito longe, directamente dos mitos gregos, e que, a pedido de Leocádia, se encarregaram de amamentar e proteger SHNI em segredo até que ele tivesse idade suficiente para se revelar, destronar o sistema e libertar os humanos da cadeia tecnológica.
SHNI, filho do Céu, filho da Terra, um ser humano inteiro e vertical, de direito próprio, cresceu na caverna mais secreta e profunda onde a única luz era a sua própria. Amalteia e um círculo de ninfas com quem SHNI aprendeu a arte de conviver, pensar e participar protegeram-no sempre, mantendo, no entanto, uma certa distância, para nunca interferir na sua auto-descoberta, embora testemunhassem toda a revelação do seu génio: por vezes inquieto e intempestivo, por vezes amistoso e inventivo, sempre lúcido e objectivo, altamente idealista, com uma clara vocação política revolucionária e intuitivamente ciente dos mistérios telúricos e da mecânica celeste.
Quando ia completar 33 anos, SHNI ficou suficientemente alto de testa e largo de ombros, e então Amalteia aproximou-se dele para lhe contar toda a história da sua origem e missão de vida, mas quando abriu a boca para proferir o primeiro som, SHNI interrompeu-a abruptamente e disse com a sua voz metálica “Eu sei!”. E sabia. Claro, era um ser iluminado!
SHNI consciente do seu passado, presente e futuro, agradeceu genuinamente os cuidados de Amalteia e despediu-se num repente. Virou costas, deixou as profundezas da caverna e subiu até à superfície sem nunca mais olhar para trás.
Quando chegou à saída da caverna, o sol ainda estava bem alto e fortíssimo e apesar dos seus olhos claros de um azul glacial estarem expostos aos elementos pela primeira vez, nem o sobrolho franziu. Indiferente a distrações, focou-se instantaneamente na cidade grande que avistou ao longe no meio daquela planície deserta, árida, infinitamente vasta e plana (plana, repito).
SHNI entrou na cidade como um relâmpago e apesar de ser o único humano diferente (os outros era todos iguais) nenhum robot o pode detectar ou identificar, pois estavam exclusivamente programados para lidar com humanos chipados, e por isso, no início, apenas os humanos o conseguiam ver e ouvir. E ele falava.
Falava com toda a inteligência de todo o seu conhecimento que em tudo contrastava com o que os humanos de inteligência artificial achavam que sabiam. Falava por experiência própria do que era ser um humano natural, falava de cooperação e de amizade, de solidariedade, de circulação de recursos, de progresso sustentável, de telepatia, de participação activa na organização da sociedade, de informação transparente, de conhecimento científico verificável, de descondicionamento de dogmas. Falava tanto que só pausava para beber e partilhar água do jarro que carregava nas mãos.
Acima de tudo, SHNI afirmava que o ser humano nasce livre, que as únicas leis válidas são universais, naturais e intemporais e que por isso todos deveriam pôr em causa o Sistema de Controlo para a Segurança, questionar as informações impostas como verdade e libertarem-se das correntes invisíveis que os mantinham prisioneiros da artificialidade, da certificação e do medo de si mesmos. Cada um deveria descobrir e desenvolver a sua própria identidade e agir de acordo com ela para criar uma comunidade viva de pessoas autênticas.
Cada vez mais pessoas, dúzias de centenas, milhares, milhões, se sentiam despertadas pelos discursos irreverentes de SHNI enquanto outros o achavam um louco apesar de não conseguirem evitar de o seguir de tão electrizante que era a sua forma de contestação.
Eis que chegou aos ouvidos do Governo Único que havia um rebelde sem “ID”, um bug no sistema, que minava a ordem e desviava a população do programa estabelecido. Deduziram com razão que se tratava do filho natural de Leocádia cujo corpo nunca tinha sido encontrado e então mandaram produzir fake news sobre SHNI para denegrir a sua imagem e recompensar quem o denunciasse e prendesse. Jude, um dos seguidores mais próximos de SHNI, took a sad song and couldn’t make it better e então caiu na tentação. Assim, SHNI foi encontrado pelas autoridades, preso e acorrentado.
SHNI advertiu os polícias de que não tinham jurisdição sobre ele pois, se ele não pertencia ao sistema, as regras do sistema não se aplicavam a ele, e que ele mesmo era o único soberano da sua existência pelo que aquela ordem de prisão era uma prepotência, um abuso de poder. Os polícias riram-se e apertaram-lhe ainda mais as algemas e os grilhões farpados que lhe feriam os tornozelos deixando um rasto de sangue real à sua passagem. As pessoas que assistiram a tudo, nada fizeram para impedir aquela injustiça.
O Governo Único organizou um julgamento para SHNI e escolheu para juiz o cientista mais popular que era administrador da maior agência espacial e farmacêutica. Mas SHNI tinha respostas tão rápidas e inteligentes para tudo com que era confrontado que chegava a ser desconcertante a sua capacidade de racionalmente desconstruir toda a base de qualquer acusação.
Desesperado, o juiz-cientista, para provar que a democracia, a escolha da maioria, era o melhor sistema, lançou um referendo instantâneo para saber se o público preferia que SHNI fosse enviado para o espaço ou morto.
55% da população escolheu a morte de SHNI. A caminho da cadeira eléctrica o guarda que o acompanhava ia provocando: “Não és o libertador? Então liberta-te! Liberta-te!” A electrocução foi transmitida em directo em todas as redes de informação.
O mundo gelou.
SHNI morreu, é irreversível, mas a suas ideias ecoarão por 2000 anos.
Dizem que ao terceiro dia depois da sua morte, foi reanimado por uma seguidora rebelde (uma astróloga serpentariana com conhecimentos egípcios de regeneração) e que fugiram juntos e tiveram descendência que deu origem a um novo sistema… mas isso é apenas um mito.
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Para outras interpretações astrológicas, invenção de histórias com base no mapa astrológico de nascimento, aulas ou consultas de Astrologia, contacta-me

Aulas de Astrologia na Lixa

Em Março, vamos dar início a aulas presenciais de iniciação à Astrologia, no Anahata – Centro de Terapias Naturais da Lixa.

As inscrições estão abertas até ao dia 10 de Março e iniciamos a 18 de Março, acendendo a chama astrológica no coração de cada participante.

Deixo aqui o convite para que te inscrevas e algumas informações:

 

Informações Gerais

As Aulas de Astrologia Nível 1 – Iniciação são orientadas para a aprendizagem das bases da Astrologia
aplicada à interpretação de mapas astrológicos de indivíduos (Astrologia Natal) e destinadas a quem tenha mais de 16 anos e não tenha conhecimentos prévios de Astrologia ou para quem tenha mas queira rever e reforçar conhecimentos. As aulas serão presenciais, realizadas no Anahata – Centro de Terapias Naturais, na Lixa, e facilitadas por Inês Bernardes, em 10 encontros mensais de 4h (um sábado por mês), entre Março e Dezembro de 2023, perfazendo um total de 40 horas.
Cada encontro terá uma componente teórica e uma componente prática onde serão realizados exercícios utilizando os mapas astrológicos dos alunos assim como outros mapas. Adicionalmente, no final de cada encontro será feita uma análise astrológica sobre as movimentações planetárias para o mês seguinte de forma que cada participante possa observar e aproveitar os campos de energia disponíveis a cada momento, ao longo do ano.

No final dos 10 encontros, cada participante deverá entender o mapa astrológico como uma imagem da
alma que contém a proposta de evolução nesta encarnação e será capaz de traduzir a sua simbologia básica fazendo interpretações simples. Aprender Astrologia é um processo contínuo de expansão da consciência e, portanto, é natural que ao longo do percurso inicie um processo de auto‐questionamento e amplie a compreensão sobre si mesmo/a, sobre os outros e sobre própria vida.

Programa:
Ao longo dos 10 encontros serão transmitidos conhecimentos relativos a:

  • Estrutura e composição do mapa astrológico
  • Ângulos e eixos, hemisférios e quadrantes
  • As 12 casas, suas correspondências e tipologia
  • Os 12 signos do zodíaco como sequência de desenvolvimento e suas correspondências
  • Os Planetas como arquétipos, nos signos e nas casas, suas potencialidades e desafios
  • Os nodos lunares por signo e casa – a trajectória evolutiva
  • Ponderação de polaridades, elementos e modalidades como tendências
  • Conceito de regência – chaves para a interpretação
  • Caminhos e dinâmicas dentro do mapa através da delineação dos regentes natais.
  • Aspectos tensos e harmoniosos como ligações, intercâmbios, conflitos, apoios, desafios e
    oportunidades
  • Posicionamentos destacados, informação reforçada e informação contraditória.

Nota: Serão fornecidos os mapas astrológicos pessoais em papel e PDF e o restante material apresentado será enviado em PDF. É conveniente trazer um caderno para anotações e exercícios. As aulas poderão ser gravadas em áudio.

 

Datas previstas:
18 de Março; 15 de Abril; 6 de Maio; 3 de Junho; 1 de Julho; 5 de Agosto*; 2 de Setembro; 7 de
Outubro; 4 de Novembro; 2 de Dezembro.

Nota: Em caso de necessidade as datas poderão ser alteradas com o acordo de todos. Se por motivos de agenda de férias dos participantes não for oportuno realizar o encontro de Agosto nesse mês, esse será realizado em data a acordar, no mês anterior ou seguinte.

Horário: os encontros decorrerão entre 14H30 e as 18h45 com um intervalo de 15 minutos.

Local: Anahata – Centro de Terapias Naturais, na Lixa

Inscrição:
A formação realiza‐se com um mínimo de 5 participantes. A inscrição pressupõe o compromisso pessoal para participação nos 10 encontros e a disponibilidade para pagar pelo menos 50% do valor das aulas a que falte.
Mensalidade: 40€

A inscrição deverá ser realizada contactando a Carla Varejão do espaço Anahata: geral@anahata.com.pt

 

Lua nova em Aquário oposta à lua negra em Leão

Adão e Eva (sol e lua), brancos, velhos e gelados (em Aquário), expulsos do calor do paraíso há milhares de anos, voltaram ao laboratório científico da Y-mi. Desta vez não foram visitar os filhos imperfeitos que continuam nas câmaras de crio-preservação à espera dum futuro noutra galáxia, nem instalar aplicações de cinema nas retinas, nem sequer vão pagar a prestação para o prolongamento das suas …“vidas”. A tecnologia tomou conta da suas fracas cons_ciências e os seus espíritos, num mundo sem fios de cobre nem de prata, não têm como se ligar à carne, nem às raízes da terra. Eles perderam a chama, a identidade e a dignidade e, com o que neles resta de humano, vão à procura de uma inovação que os devolva a si mesmos. Souberam de um simulador inteligente que permite antecipar a realidade que aconteceria se eles não tivessem substituído a experiência pessoal pelo contrato com o laboratório das artificialidades e aqui estão eles para se conectarem à distância.

O simulador revela uma serpente (Lua negra). Uma serpente preta, sobre brasas bem vermelhas, que se ergue ao som de tambores africanos e os olha fixamente de frente.

O que é isto?

É a vida suprimida, rejeitada, não vivida, mortinha para os picar.

São os teus desejos de vida negados, abortados, excluídos, distorcidos, segredados, adiados a tornarem-se uma tentação à tua frente.

É a vontade de libertação de acordos estáticos, cerebrais e o desejo de reinventares a tua existência para te expores aos prazeres e perigos e mostrares a tua verdadeira pele, brilhante, bestial!

Mas com Saturno em Aquário, nas traseiras do laboratório a pressionar Vénus (a operadora do simulador da natureza) para não gerar imagens quentes de um futuro vivo com que o teu Adão e a tua Eva se identifiquem, fica difícil dizer SIM a ti mesma/o, dizer sim à vida, dizer sim a esta sedução.

E ainda asSim, é agora lua nova em Aquário oposta à lua negra 9 meses em Leão,

é agora é o vislumbre de um futuro bem vivido de 9 meses em intensa criação.

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Estação de Mercúrio e Marte e o Caminho de ferro

Olha para o teu mapa e vê se tens algum planeta ou ponto importante no grau 24 de Capricórnio.

Se tens, então o assunto representado por esse ponto precisa ser visto com olhos de ver e reconduzido por ti (estação de Mercúrio); é preciso geri-lo de outra forma para o fazer avançar para outro lugar (sesquiquadratura de Marte retrógrado em Gémeos, quase na estação).

No fundo há que perguntar qual o objectivo de longo prazo que tens para esse posicionamento a 24º de Capricórnio e, se não tens, crias um. Pensas, analisas e compreendes melhor a função e o propósito desse ponto no teu mapa (e na tua vida – que é muito mais importante que o mapa) e então traças um programa realista.

E é aqui que se dá a magia: esse novo entendimento, novo objectivo e novo programa, por estes próximos dias (hoje, amanhã, depois de amanhã), transformam-se mesmo à tua frente num comboio com partida marcada para 7 de Fevereiro. Só que este não é um comboio qualquer: tem um motor extremamente potente, eficiente e inteligente, movido a informação rigorosa e decisiva que é capaz de queimar dúvidas, triturar ansiedades, desfazer ambivalências e acima de tudo vai mover o teu comboio pelo caminho de ferro até ao ponto onde as linhas paralelas se cruzam e fundem no horizonte da realização.

Certamente não vais querer perder esta viagem, mas repara que a sesquiquadratura de Marte e sua tremenda capacidade de manifestação tangível tem um preço: um esforço consciente para praticar o programa como um Caminho.

 

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5 a 15 de Touro

Já reparaste no que de extraordinário está a começar a acontecer entre os graus 5 e 15 de Touro?

Não?

Então toma nota destas coincidências astrológicas:

  • 8/Nov2022 eclipse da Lua a 16°01’ de Touro
  • 22/Jan/2023 Urano estacionário (fica directo) no grau 14°56’ de Touro;
  • 21/Abr/2023 Mercúrio estacionário (fica retrógrado) a 15°36’ de Touro
  • 5/Mai/2023 eclipse da Lua em Escorpião, com o Sol 14°58´ de Touro
  • 15/Mai/2023 Mercúrio estacionário (fica directo) a 5°50’ de Touro
  • 4/Set/2023 Júpiter estacionário (fica retrógrado) a 15°34’ de Touro
  • 28/10/2023 eclipse da Lua a 5°09’ de Touro
  • 31/Dez/2023 Júpiter estacionário (fica directo) a 5°34 de Touro

 

Isto é, num período de aproximadamente 1 ano, temos nos graus 5 e 15 de Touro o envolvimento de 3 eclipses e a mudança de direcção de 3 planetas.

Agora olha para o teu mapa astrológico e procura o grau 5 de Touro, o grau 15 de Touro e o arco zodiacal compreendido entre esses graus.

Os assuntos da(s) casa(s) e dos planetas que aí tiveres vão dar-te muito que fazer durante todo o próximo ano (especialmente se tiveres planetas ou pontos sensíveis nos graus 5 ou 15 de Touro ou Escorpião).

Não faltará oportunidade de dares atenção e de sentires as reviravoltas ao nível dos teus recursos, do teu corpo, do teu território, da tua segurança, das tuas reservas, das tuas prioridades e do teu valor. Essas situações vão exigir reinvenção, diferente percepção, novo entendimento, mudança de forma, desapego, crescimento, novo horizonte e mais liberdade.

Fica tranquil@, é garantido – só que não!

 

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Júpiter Cheio – incha lá

Se tens tempo e feitio para te veres de cima e para te analisares por dentro, talvez tenhas sentido que estes últimos dias foram especiais. Em certa medida, marcaram pontos de viragem no capítulo mais importante da tua história do momento (no mínimo houve uma clarificação mental do peso relativo das diferentes possibilidades em aberto – ou não houve?).

Mercúrio iniciou um novo ciclo (a 0° de Balança), o sol inaugurou o equinócio (a 0° de Balança), tivemos lua nova (a 2° de Balança) e ontem à noite o SOL fez OPOSIÇÃO A JÚPITER , e este ficou cheio de luz (3° de Carneiro).

Este último evento dá-te a indicação de que as novas possibilidades que se formaram no teu ecrã mental entre Março e Junho, assim como as boas oportunidades que por essa altura surgiram subitamente e que por algum motivo não tiveste capacidade (cof-cof… quero dizer, coragem) de as alavancar como deve ser ou aproveitar devidamente e em força (apesar de te fazerem todo o sentido e de tu acreditares que te vão fazer crescer muito e até de te tornar mais independente), estão a bater-te à porta a pedir atenção e – acima de tudo – acção.

Tá na hora! É Júpiter em Carneiro que quer!

Portanto, inspira fundo e incha lá!

Insha’Allah!

ciclo de lunação

– Inês, explicas-me o CICLO de LUNAÇÃO como se eu fosse… um cozinheiro? (Uma pergunta que nenhum aluno me fez (talvez porque nenhum seja cozinheiro), mas que se me fizesse eu teria a resposta pronta. Não que eu perceba alguma coisa de cozinha, mas foi o que me ocorreu.)

– Ok, se tu fosses um cozinheiro, o ciclo de lunação poder-se-ia traduzir assim:

Lua Nova: Dás por ti e estás à porta de uma cozinha. Nas tuas mãos encontras um avental, sentes o impulso de o vestir e é isso mesmo que fazes. Ainda não sabes que és um cozinheiro mas sentes que estás ali para fazer alguma coisa e desejas entrar em acção rapidamente. Sem uma intenção clara e imbuído da tua própria subjectividade inconsciente, avanças com energia e determinação para alcançares a colher de pau pousada na bancada. Depois logo se verá o que acontece.

Fase Crescente: Começas a abrir os armários e gavetas, provas um bocadinho de cada um dos ingredientes que encontras. Testas os diversos utensílios que vais encontrando e naturalmente cortas-te e magoas-te com alguns, porque ainda não estás muito habituado ao ambiente de cozinha, mas aos poucos vais ganhando segurança, rapidez e agilidade neste cenário. A certa altura, descobres, no topo de uma estante, um gigantesco livro de receitas. Depois de o folheares e leres todo com muito interesse, tens a brilhante ideia de experimentar elaborar um prato!

1º Quarto (quarto crescente): Hesitas um pouco entre seguir uma receita antiga já testada e validade pelas grandes referências do passado ou inventar um prato novo, da tua autoria. Com sorte, percebes que este é o teu momento criativo! Deixas para trás o livro de receitas (que foi óptimo para te dar muitas noções e ideias) e lanças-te furiosamente às facas, tábuas, legumes e panelas com toda a entrega, imaginação e paixão. Tu não sabes se conseguirás cozinhar e às vezes sentes-te pequeno para tamanha empreitada (porque não tens experiência e de momento parece que não tens apoio), mas este processo mágico de criação só pode ser feito assim, de forma inocente, e só pode ser feito por ti, à tua maneira.

Fase Gibosa: O prato está quase pronto. Começas a ter a consciência de que a tua obra gastronómica não é apenas um exercício criativo – é um processo meio “Zen” de aperfeiçoamento pessoal e tem como propósito ser servida para alimentar pessoas. Sentes a responsabilidade de aprimorar a tua criação e por isso provas, irritas-te com a sensação de uma certa incompletude e por isso consultas novamente o livro antigo de receitas e acrescentas umas ervas especiais para tornar o prato mais nutritivo e com um sabor ainda melhor, dás os últimos retoques (que demoram eternidades) e começas a empratar da forma mais eficiente e harmoniosa que consegues.

Lua Cheia: “Et voilá”! Depois de um longo percurso no qual vestiste um avental, experimentaste e exploraste o ambiente da cozinha, deixaste para trás as referências do passado e inventaste um novo prato, aprimoraste o prato e preparaste-o para dar aos outros…. Finalmente, vês que a tua criação está pronta para ser apresentada e servida ao mundo: tu realizaste algo! Então sais da cozinha todo inchado e levas os pratos bonitos ao encontro dos convidados que aguardam na sala de jantar. Por momentos acreditas que já fizeste tudo, que acabou a tua tarefa; mas à medida que serves as pessoas, vais-te apercebendo das suas reacções e recebendo feedback e a tua percepção abre-se a outras perspectivas, ganhas uma nova consciência de ti, dos outros, da tua obra e da vida. Então compreendes que a tua história na cozinha ainda vai a meio.

Fase disseminadora: Todos compartilham a refeição que preparaste e deliciam-se em ambiente de festa, fazendo os reparos necessários à tua regulação. Percebes então que cozinhar os teus próprios pratos faz sentido e sentes que o que cozinhas pode e deve ser servido a muito mais pessoas, bastando para tal que invistas, que abras os teus horizontes, que  te continues a aventurar e a expor. Pensas: “Talvez deva aprender seriamente sobre cozinha! Ou talvez me candidate a cozinheiro de um grande restaurante ou então talvez abra o meu próprio negócio!”. Estás tão entusiasmado e convicto da nobreza do teu caminho que de facto cresces e no processo ainda inicias um movimento de divulgação de culinária mais saudável e sem crueldade animal e dispões-te também a ensinar a arte de cozinhar com alma.

3º Quarto (quarto minguante): A fase criativa e entusiasta ficou para trás e agora trabalhas de forma rigorosa e disciplinada para gerir com eficiência o restaurante e a escola de culinária – isto porque o que te importa neste momento é ter resultados materiais e contribuir de forma concreta e madura para a comunidade (muitas vezes à custa da tua vida pessoal). Desejas também ser visto como uma referência no universo da gastronomia e na medida em que te entregas às tuas responsabilidades e consolidas as conquistas que fizeste é assim que naturalmente és visto. Já não és um cozinheiro, és um verdadeiro Chef(e), um chef de sucesso e isso é o pináculo no universo da cozinha. Tiras o máximo de proveito deste teu novo estatuto e sentes o sabor da vitória pessoal. Sabe bem mas também é solitário. A certa altura, começas a suspeitar que, se isto é o máximo que podes atingir, então, se calhar nada de realmente novo vai nascer daqui e além disso, se a realização profissional sabe bem, esse sabor deve ser sentido também por outros cozinheiros. Então consideras (e eventualmente decides) fazer uma mudança fundamental de direcção na gestão da esfera profissional no sentido de contribuires para o sucesso dos outros (já não é só o teu) e teres mais tempo para ti, para te nutrires por dentro.

Fase Balsâmica: Voltas à cozinha e na habilidade da tua entrega movimentas-te de forma quase invisível e intuitiva, facilitando todas as tarefas a todos. A certa altura, em silêncio, observas o perfeito funcionamento de tudo, entre vozes, fogões, tachos e muitos vapores de água. Cais numa certa nostalgia ao recordares que tudo começou ali, só com um avental na mão, sem planos, nem certezas. Vês como hoje a cozinha funciona perfeitamente bem: os funcionários mais antigos conduzem tudo com seriedade e os estagiários tímidos têm nos olhos o brilho dos génios. Sabes que fizeste um bom trabalho e sentes que o teu lugar já não é ali, apesar de ainda não saberes para onde vais. Num misto de satisfação, ansiedade e confusão, deixas-te guiar pelo aparente absurdo e rendes-te: vais abandonar a cozinha e uma parte do teu “ego”. Então, discretamente despes o teu avental impecavelmente limpo mas muito gasto e entregas na mão de um miúdo assarapantado que estava mesmo a chegar. Fechas lentamente os olhos e confias que quando os voltares a abrir será Lua Nova noutro lugar.

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Eu nasci na lua crescente que é uma fase de curiosidade, de incerteza e de experimentação. Qual a fase da lua no teu mapa astrológico de nascimento? Que etapa deste movimento cíclico e eterno ressoa mais com a história genérica da tua vida? E neste momento, em que fase do ciclo está a tua lua progredida?

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As perguntas de Mercúrio

Estava aqui a pensar nas perguntas parvas que me ocorrem, como a de hoje (porque é que não há concertos de assobio? E se assobiar na perfeição fosse valorizado como arte?) e então lembrei-me de esquematizar (só para ti que estudas Astrologia):

As perguntas de Mercúrio

Lá no fundo, o que é que o teu Mercúrio quer saber? Se o teu Mercúrio só tivesse uma maneira padronizada de perguntar, que tipo de perguntas faria?

 

  • Mercúrio em Carneiro: Já (…)?

Ex: Já está? Já dá? Já posso? Are we there yet? Quer apressar um novo estado, no mínimo quer ouvir o sinal de partida para arrancar do início a todo o gás e se possível chegar primeiro.

 

  • Mercúrio em Touro: Quanto…? Quão…?

Ex: Quanto custa? Quão suave? Quão desejável? Quer saber o valor, a quantidade e a sensação corpórea que o assunto em causa lhe provoca para então decidir se toma isso para si ou não.

 

  • Mercúrio em Gémeos: O quê? O que é? Ai sim? Why not?…

Quer perguntar (e experimentar) um pouco de tudo; mas saber não sei se quer, porque a dúvida é mais interessante do que o conhecimento e além disso surge sempre outra pergunta qualquer mesmo a tempo de atiçar uma nova curiosidade.

 

  • Mercúrio em Caranguejo: Como foi? Ainda (…) ?

Ex: Ainda te lembras? Ainda me amas? Ainda há rabanadas do Natal feitas pela avó? Como foi que aconteceu? Quer saber das histórias e das ligações ao passado assim como da possibilidade de lhes dar continuidade no presente para ter segurança.

 

  • Mercúrio em Leão: Sou …? É…?

Ex: Sou importante? Sou amado? É verdade que? É assim, é assado?

Quer saber sobre si e sobre o presente, o estado actual de cada situação para comandar com mais brilho.

 

  • Mercúrio em Virgem: Como?

Ex: Como funciona? Como se faz? Quer saber os detalhes operacionais para assimilar aos bocadinhos, aplicar e explicar.

 

  • Mercúrio em Balança: Quem? Qual? …, não é?

Quer informação para ponderar e escolher mas antes da decisão final quer saber se alguém (quem) valida a sua posição.

 

  • Mercúrio em Escorpião: Porquê?

Não ignora nada mas quer saber apenas uma coisa: o que está por detrás, a causa primeira, a informação essencial para chegar ao âmago da situação.

 

  • Mercúrio em Sagitário: Onde? De onde? Para onde? Sabias que…?

O importante é estar no fluxo do movimento, para tanto basta conhecer a direcção, de resto já sabe tudo (not!) e agora cabe-lhe ensinar, as perguntas são só de retórica para reflexão.

 

  • Mercúrio em Capricórnio: Para quê? Desde quando?

Quer saber a finalidade prática, se merece, se vale o esforço, se dá garantias – informação é ferramenta de gestão.

 

  • Mercúrio em Aquário:  Quando? Será que…?

Quer saber algo que lhe permita antecipar o futuro, prever cenários, inovar e fazer abstracções loucas, complexas e invariavelmente certas.

 

  • Mercúrio em Peixes: E se …?

Saber não quer. O saber é uma massa mole para distorcer em múltiplas alternativas, como quem molda plasticina. Não são gelatinosos os miolos? Pois! Então, até o saber mais duro pode entrar no molde das (im)possibilidades.

 

Agora, olha para a tua casa 3 que também gere interesses mentais. Qual é o signo na cúspide? Qual é o tipo de pergunta nesse signo? Assim já ficas com uma imagem mais completa das formas padrão com que as perguntas nascem dentro de ti.

 

E agora (só para hábeis corajosos), esquece o Mercúrio e a casa 3 e olha para todas as casas. Qual o signo em cada casa? Qual é o tipo padronizado de pergunta que a vida te faz relativamente aos assuntos dessa casa?

Happy? I am!

 

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Auto-Tudo, Auto-Nada

Viver é pessoal. O mapa astrológico também. Daí que nenhuma leitura monologada pode providenciar o “auto-conhecimento”, porque não é mais do que uma heteroavaliação que parte de preconceitos de quem o lê, por mais boa-vontade que tenha. Por isso não me faz sentido fazer relatórios nem gravações sem interacção com o indivíduo representado no mapa.

Consultas sim. Na consulta temos o MAPA e temos a PESSOA. O mapa astrológico é um meio para o diálogo entre a realidade e o potencial, uma ponte entre os mundos da circunstância concreta e do plano abstracto. O mapa não é um livro com uma história fechada lançado à nascença do indivíduo que possa ser lido ou escutado passivamente como quem clica no play de um áudio-book. Isso é uma fantasia “new-age”.

Auto-conhecimento não pode estar no mapa, muito menos no astrólogo que não é um “mecânico auto”. Autoconhecimento é o conhecimento de si por si mesmo, e isso só se consegue com os anos de rodagem, a vivência, a experiência pessoal, reflexão e introspecção periódica facultativa (IPF). Por isso, uma sessão de Astrologia não é um serviço chave na mão. Olhar para um mapa de estrada não é o mesmo que fazer o caminho. Mas é evidente que conhecer bem o mapa pode ser uma grande vantagem nos trilhos mais sinuosos e nas bifurcações sem placas.

O auto-conhecimento não se consegue olhando para o mapa, mas como a verdade está no paradoxo, o processo do autoconhecimento pode ser descrito/entendido através do mapa (onde, como, quando, com quem, desafiado, facilitado?). Tudo no mapa pode ser descrito como auto-qualquer coisa. Como a Astrologia é uma linguagem, qualquer palavra ou conceito (com ou sem “auto”) tem tradução em simbologia astrológica. Do autoclismo e da autópsia de Plutão, ao autógrafo do Sol, passando pela auto-comiseração de Neptuno e pelo auto-de-fé da Lua Negra…

 

Sol: autobiografia

Lua: auto-cuidado

Mercúrio: autoconhecimento

Vénus: auto-estima

Marte: auto-determinação

Júpiter: auto-confiança

Saturno: autocontrolo

Urano: autonomia

Neptuno: auto-sugestão

Plutão: auto-regeneração

 

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