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Júpiter Cheio – incha lá

Se tens tempo e feitio para te veres de cima e para te analisares por dentro, talvez tenhas sentido que estes últimos dias foram especiais. Em certa medida, marcaram pontos de viragem no capítulo mais importante da tua história do momento (no mínimo houve uma clarificação mental do peso relativo das diferentes possibilidades em aberto – ou não houve?).

Mercúrio iniciou um novo ciclo (a 0° de Balança), o sol inaugurou o equinócio (a 0° de Balança), tivemos lua nova (a 2° de Balança) e ontem à noite o SOL fez OPOSIÇÃO A JÚPITER , e este ficou cheio de luz (3° de Carneiro).

Este último evento dá-te a indicação de que as novas possibilidades que se formaram no teu ecrã mental entre Março e Junho, assim como as boas oportunidades que por essa altura surgiram subitamente e que por algum motivo não tiveste capacidade (cof-cof… quero dizer, coragem) de as alavancar como deve ser ou aproveitar devidamente e em força (apesar de te fazerem todo o sentido e de tu acreditares que te vão fazer crescer muito e até de te tornar mais independente), estão a bater-te à porta a pedir atenção e – acima de tudo – acção.

Tá na hora! É Júpiter em Carneiro que quer!

Portanto, inspira fundo e incha lá!

Insha’Allah!

ciclo de lunação

– Inês, explicas-me o CICLO de LUNAÇÃO como se eu fosse… um cozinheiro? (Uma pergunta que nenhum aluno me fez (talvez porque nenhum seja cozinheiro), mas que se me fizesse eu teria a resposta pronta. Não que eu perceba alguma coisa de cozinha, mas foi o que me ocorreu.)

– Ok, se tu fosses um cozinheiro, o ciclo de lunação poder-se-ia traduzir assim:

Lua Nova: Dás por ti e estás à porta de uma cozinha. Nas tuas mãos encontras um avental, sentes o impulso de o vestir e é isso mesmo que fazes. Ainda não sabes que és um cozinheiro mas sentes que estás ali para fazer alguma coisa e desejas entrar em acção rapidamente. Sem uma intenção clara e imbuído da tua própria subjectividade inconsciente, avanças com energia e determinação para alcançares a colher de pau pousada na bancada. Depois logo se verá o que acontece.

Fase Crescente: Começas a abrir os armários e gavetas, provas um bocadinho de cada um dos ingredientes que encontras. Testas os diversos utensílios que vais encontrando e naturalmente cortas-te e magoas-te com alguns, porque ainda não estás muito habituado ao ambiente de cozinha, mas aos poucos vais ganhando segurança, rapidez e agilidade neste cenário. A certa altura, descobres, no topo de uma estante, um gigantesco livro de receitas. Depois de o folheares e leres todo com muito interesse, tens a brilhante ideia de experimentar elaborar um prato!

1º Quarto (quarto crescente): Hesitas um pouco entre seguir uma receita antiga já testada e validade pelas grandes referências do passado ou inventar um prato novo, da tua autoria. Com sorte, percebes que este é o teu momento criativo! Deixas para trás o livro de receitas (que foi óptimo para te dar muitas noções e ideias) e lanças-te furiosamente às facas, tábuas, legumes e panelas com toda a entrega, imaginação e paixão. Tu não sabes se conseguirás cozinhar e às vezes sentes-te pequeno para tamanha empreitada (porque não tens experiência e de momento parece que não tens apoio), mas este processo mágico de criação só pode ser feito assim, de forma inocente, e só pode ser feito por ti, à tua maneira.

Fase Gibosa: O prato está quase pronto. Começas a ter a consciência de que a tua obra gastronómica não é apenas um exercício criativo – é um processo meio “Zen” de aperfeiçoamento pessoal e tem como propósito ser servida para alimentar pessoas. Sentes a responsabilidade de aprimorar a tua criação e por isso provas, irritas-te com a sensação de uma certa incompletude e por isso consultas novamente o livro antigo de receitas e acrescentas umas ervas especiais para tornar o prato mais nutritivo e com um sabor ainda melhor, dás os últimos retoques (que demoram eternidades) e começas a empratar da forma mais eficiente e harmoniosa que consegues.

Lua Cheia: “Et voilá”! Depois de um longo percurso no qual vestiste um avental, experimentaste e exploraste o ambiente da cozinha, deixaste para trás as referências do passado e inventaste um novo prato, aprimoraste o prato e preparaste-o para dar aos outros…. Finalmente, vês que a tua criação está pronta para ser apresentada e servida ao mundo: tu realizaste algo! Então sais da cozinha todo inchado e levas os pratos bonitos ao encontro dos convidados que aguardam na sala de jantar. Por momentos acreditas que já fizeste tudo, que acabou a tua tarefa; mas à medida que serves as pessoas, vais-te apercebendo das suas reacções e recebendo feedback e a tua percepção abre-se a outras perspectivas, ganhas uma nova consciência de ti, dos outros, da tua obra e da vida. Então compreendes que a tua história na cozinha ainda vai a meio.

Fase disseminadora: Todos compartilham a refeição que preparaste e deliciam-se em ambiente de festa, fazendo os reparos necessários à tua regulação. Percebes então que cozinhar os teus próprios pratos faz sentido e sentes que o que cozinhas pode e deve ser servido a muito mais pessoas, bastando para tal que invistas, que abras os teus horizontes, que  te continues a aventurar e a expor. Pensas: “Talvez deva aprender seriamente sobre cozinha! Ou talvez me candidate a cozinheiro de um grande restaurante ou então talvez abra o meu próprio negócio!”. Estás tão entusiasmado e convicto da nobreza do teu caminho que de facto cresces e no processo ainda inicias um movimento de divulgação de culinária mais saudável e sem crueldade animal e dispões-te também a ensinar a arte de cozinhar com alma.

3º Quarto (quarto minguante): A fase criativa e entusiasta ficou para trás e agora trabalhas de forma rigorosa e disciplinada para gerir com eficiência o restaurante e a escola de culinária – isto porque o que te importa neste momento é ter resultados materiais e contribuir de forma concreta e madura para a comunidade (muitas vezes à custa da tua vida pessoal). Desejas também ser visto como uma referência no universo da gastronomia e na medida em que te entregas às tuas responsabilidades e consolidas as conquistas que fizeste é assim que naturalmente és visto. Já não és um cozinheiro, és um verdadeiro Chef(e), um chef de sucesso e isso é o pináculo no universo da cozinha. Tiras o máximo de proveito deste teu novo estatuto e sentes o sabor da vitória pessoal. Sabe bem mas também é solitário. A certa altura, começas a suspeitar que, se isto é o máximo que podes atingir, então, se calhar nada de realmente novo vai nascer daqui e além disso, se a realização profissional sabe bem, esse sabor deve ser sentido também por outros cozinheiros. Então consideras (e eventualmente decides) fazer uma mudança fundamental de direcção na gestão da esfera profissional no sentido de contribuires para o sucesso dos outros (já não é só o teu) e teres mais tempo para ti, para te nutrires por dentro.

Fase Balsâmica: Voltas à cozinha e na habilidade da tua entrega movimentas-te de forma quase invisível e intuitiva, facilitando todas as tarefas a todos. A certa altura, em silêncio, observas o perfeito funcionamento de tudo, entre vozes, fogões, tachos e muitos vapores de água. Cais numa certa nostalgia ao recordares que tudo começou ali, só com um avental na mão, sem planos, nem certezas. Vês como hoje a cozinha funciona perfeitamente bem: os funcionários mais antigos conduzem tudo com seriedade e os estagiários tímidos têm nos olhos o brilho dos génios. Sabes que fizeste um bom trabalho e sentes que o teu lugar já não é ali, apesar de ainda não saberes para onde vais. Num misto de satisfação, ansiedade e confusão, deixas-te guiar pelo aparente absurdo e rendes-te: vais abandonar a cozinha e uma parte do teu “ego”. Então, discretamente despes o teu avental impecavelmente limpo mas muito gasto e entregas na mão de um miúdo assarapantado que estava mesmo a chegar. Fechas lentamente os olhos e confias que quando os voltares a abrir será Lua Nova noutro lugar.

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Eu nasci na lua crescente que é uma fase de curiosidade, de incerteza e de experimentação. Qual a fase da lua no teu mapa astrológico de nascimento? Que etapa deste movimento cíclico e eterno ressoa mais com a história genérica da tua vida? E neste momento, em que fase do ciclo está a tua lua progredida?

Para aulas particulares e consultas de Astrologia contacta-me.

As perguntas de Mercúrio

Estava aqui a pensar nas perguntas parvas que me ocorrem, como a de hoje (porque é que não há concertos de assobio? E se assobiar na perfeição fosse valorizado como arte?) e então lembrei-me de esquematizar (só para ti que estudas Astrologia):

As perguntas de Mercúrio

Lá no fundo, o que é que o teu Mercúrio quer saber? Se o teu Mercúrio só tivesse uma maneira padronizada de perguntar, que tipo de perguntas faria?

 

  • Mercúrio em Carneiro: Já (…)?

Ex: Já está? Já dá? Já posso? Are we there yet? Quer apressar um novo estado, no mínimo quer ouvir o sinal de partida para arrancar do início a todo o gás e se possível chegar primeiro.

 

  • Mercúrio em Touro: Quanto…? Quão…?

Ex: Quanto custa? Quão suave? Quão desejável? Quer saber o valor, a quantidade e a sensação corpórea que o assunto em causa lhe provoca para então decidir se toma isso para si ou não.

 

  • Mercúrio em Gémeos: O quê? O que é? Ai sim? Why not?…

Quer perguntar (e experimentar) um pouco de tudo; mas saber não sei se quer, porque a dúvida é mais interessante do que o conhecimento e além disso surge sempre outra pergunta qualquer mesmo a tempo de atiçar uma nova curiosidade.

 

  • Mercúrio em Caranguejo: Como foi? Ainda (…) ?

Ex: Ainda te lembras? Ainda me amas? Ainda há rabanadas do Natal feitas pela avó? Como foi que aconteceu? Quer saber das histórias e das ligações ao passado assim como da possibilidade de lhes dar continuidade no presente para ter segurança.

 

  • Mercúrio em Leão: Sou …? É…?

Ex: Sou importante? Sou amado? É verdade que? É assim, é assado?

Quer saber sobre si e sobre o presente, o estado actual de cada situação para comandar com mais brilho.

 

  • Mercúrio em Virgem: Como?

Ex: Como funciona? Como se faz? Quer saber os detalhes operacionais para assimilar aos bocadinhos, aplicar e explicar.

 

  • Mercúrio em Balança: Quem? Qual? …, não é?

Quer informação para ponderar e escolher mas antes da decisão final quer saber se alguém (quem) valida a sua posição.

 

  • Mercúrio em Escorpião: Porquê?

Não ignora nada mas quer saber apenas uma coisa: o que está por detrás, a causa primeira, a informação essencial para chegar ao âmago da situação.

 

  • Mercúrio em Sagitário: Onde? De onde? Para onde? Sabias que…?

O importante é estar no fluxo do movimento, para tanto basta conhecer a direcção, de resto já sabe tudo (not!) e agora cabe-lhe ensinar, as perguntas são só de retórica para reflexão.

 

  • Mercúrio em Capricórnio: Para quê? Desde quando?

Quer saber a finalidade prática, se merece, se vale o esforço, se dá garantias – informação é ferramenta de gestão.

 

  • Mercúrio em Aquário:  Quando? Será que…?

Quer saber algo que lhe permita antecipar o futuro, prever cenários, inovar e fazer abstracções loucas, complexas e invariavelmente certas.

 

  • Mercúrio em Peixes: E se …?

Saber não quer. O saber é uma massa mole para distorcer em múltiplas alternativas, como quem molda plasticina. Não são gelatinosos os miolos? Pois! Então, até o saber mais duro pode entrar no molde das (im)possibilidades.

 

Agora, olha para a tua casa 3 que também gere interesses mentais. Qual é o signo na cúspide? Qual é o tipo de pergunta nesse signo? Assim já ficas com uma imagem mais completa das formas padrão com que as perguntas nascem dentro de ti.

 

E agora (só para hábeis corajosos), esquece o Mercúrio e a casa 3 e olha para todas as casas. Qual o signo em cada casa? Qual é o tipo padronizado de pergunta que a vida te faz relativamente aos assuntos dessa casa?

Happy? I am!

 

Mas se não ficaste satisfeito e quiseres mais Astrologia (aulas privadas à medida dos teus interesses, presencial ou online) contacta-me.

Auto-Tudo, Auto-Nada

Viver é pessoal. O mapa astrológico também. Daí que nenhuma leitura monologada pode providenciar o “auto-conhecimento”, porque não é mais do que uma heteroavaliação que parte de preconceitos de quem o lê, por mais boa-vontade que tenha. Por isso não me faz sentido fazer relatórios nem gravações sem interacção com o indivíduo representado no mapa.

Consultas sim. Na consulta temos o MAPA e temos a PESSOA. O mapa astrológico é um meio para o diálogo entre a realidade e o potencial, uma ponte entre os mundos da circunstância concreta e do plano abstracto. O mapa não é um livro com uma história fechada lançado à nascença do indivíduo que possa ser lido ou escutado passivamente como quem clica no play de um áudio-book. Isso é uma fantasia “new-age”.

Auto-conhecimento não pode estar no mapa, muito menos no astrólogo que não é um “mecânico auto”. Autoconhecimento é o conhecimento de si por si mesmo, e isso só se consegue com os anos de rodagem, a vivência, a experiência pessoal, reflexão e introspecção periódica facultativa (IPF). Por isso, uma sessão de Astrologia não é um serviço chave na mão. Olhar para um mapa de estrada não é o mesmo que fazer o caminho. Mas é evidente que conhecer bem o mapa pode ser uma grande vantagem nos trilhos mais sinuosos e nas bifurcações sem placas.

O auto-conhecimento não se consegue olhando para o mapa, mas como a verdade está no paradoxo, o processo do autoconhecimento pode ser descrito/entendido através do mapa (onde, como, quando, com quem, desafiado, facilitado?). Tudo no mapa pode ser descrito como auto-qualquer coisa. Como a Astrologia é uma linguagem, qualquer palavra ou conceito (com ou sem “auto”) tem tradução em simbologia astrológica. Do autoclismo e da autópsia de Plutão, ao autógrafo do Sol, passando pela auto-comiseração de Neptuno e pelo auto-de-fé da Lua Negra…

 

Sol: autobiografia

Lua: auto-cuidado

Mercúrio: autoconhecimento

Vénus: auto-estima

Marte: auto-determinação

Júpiter: auto-confiança

Saturno: autocontrolo

Urano: autonomia

Neptuno: auto-sugestão

Plutão: auto-regeneração

 

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Lua Nova Gémeos: o caduceu e a cabeça da medusa

Se sobreviveste aos eclipses de Abril e Maio e às derrapagens em óleo fula da semana passada promovidos por Mercúrio retrógrado – parabéns – estás apt@ a experienciar os quebra-cabeças e as armadilhas desta Lua nova em Gémeos. É que se estavas à espera da Lua nova para assim de repente respirares de alívio novos ares, desengana-te: esta lunação é disposta por Mercúrio que está retrógrado, lento, em quadratura com Saturno e a 26 de Touro, conjunto a Algol (a cabeça da Medusa). Felizmente nem tudo é tão mau quanto parece: pois a quadratura com Saturno não chegará a ficar exacta e hoje dá-se também o nascimento helíaco de Mercúrio como estrela da manhã o que o torna mais convicto da sua visão de um futuro melhor.

Antes de traduzir ( e porque com gémeos não me consigo concentrar numa só linha de pensamento) deixo só esta informação escrita no livro de Efemérides e lida à minha maneira. A história contada é fictícia, claro, mas a informação é bem verdadeira. Aqui vai o que leio:

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Em lua nova de Gémeos, Mercúrio tropeça na Medusa e a reunião com Saturno é cancelada!

Saturno, ao ver as asneiras que o Mercúrio andava a fazer, chamou-o para uma reunião de esclarecimentos com o intuito de o disciplinar. Mas ontem (dia 29), no seu trajecto até Saturno, Mercúrio distraído tropeçou na cabeça da Medusa que tinha sido deixada no chão por Perseu. Quando Mercúrio se levantou para seguir viagem, viu que as serpentes do seu caduceu tinham ficado enroladas nas serpentes do “cabelo” da Medusa. Bem puxou pelo bastão e sacudiu-o violentamente mas de nada adiantou – o caduceu estava preso na cabeça da Medusa. Ele só não sabia se aquilo era uma orgia num ninho de sedutoras serpentes ou se elas estavam todas engalfinhadas até à morte. Mercúrio que já estava atrasado, ficou assustado, quase petrificado – é que sem caduceu não pode conduzir os mortos nem curar os vivos. Além disso o que é que Saturno iria achar dele aparecer sem caduceu? Ou seria que o propósito desta situação era desapegar-se do seu objecto mágico?

Ele já estava nervoso e a preparar mentalmente uma desculpa esfarrapa para justificar o que na verdade tinha sido apenas um acidente quando teve uma ideia: “E se eu tocar a minha flauta para encantar as serpentes?” Só que imediatamente lembrou-se dos últimos eclipses no eixo Touro-Escorpião e pensou que isso talvez fosse considerado manipulação e por isso má ideia, mas mesmo assim ficou na dúvida. Coçou a cabeça e depois disse para si mesmo: “Não, eu hei de conseguir solucionar isto de outra maneira, mesmo que leve algum tempo”.

Entretanto, as pitonisas que observam tudo de longe diziam umas para as outras que Mercúrio vai ficar ali uma semana inteira (até 8 de Junho) a pentear aquele esparguete enrodilhado até conseguir soltar as serpentes do seu caduceu, deixar a cabeça da Medusa em paz e seguir em frente – e elas sabem sempre o que dizem.

A boa notícia é que com isto tudo ficou cancelado o encontro com o chato e rigoroso Saturno que não tem tempo a perder com os problemas menores de Mercúrio e precisa rever outros assuntos mais importantes. No fundo, há males que vêm por bem!

Seja como for, Mercúrio (o mercúrio em ti) vai ter que inventar uma forma correcta de resolver sozinho um autêntico quebra-cabeças para recuperar o seu caduceu sem cair no erro da manipulação disfarçada de sedução.

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Voltando ao que interessa e duplicando:  Aquilo que parecia estar a caminhar para um estrangulamento penoso, limitante, uma prova intimidatória, uma repreensão, ou até para um fim precoce, não vai acontecer (pelo menos não já). No entanto, o que se complicou num novelo de problemas ou dificuldades durante a semana passada, principalmente por falta de informação, má comunicação, precipitadas travagens a fundo e derrapagens, terá, naturalmente, as suas consequências, mas não serão tão duras quanto parecem.

A consequência imediata é a necessidade de reordenar um mini caos de uma forma nova que seja, se não genial, pelo menos um pouco mais inteligente na conciliação dos opostos com que tens que lidar inevitavelmente neste plano da Terra em que tudo é dual.

Se abrires a tua mente e te dedicares a tentar compreender o que vai noutra cabeça à medida que usas a tua, incluindo habilmente a outra perspectiva para o teu entendimento maior, sem excluíres ou substituíres a tua própria percepção só para satisfazer o desejo alheio, então faz-se luz. E havendo luz, no dia 3 de Junho, depois de tanto trabalho a passares tudo a pente fino, páras e, tal como Mercúrio, vês que já podes erguer o teu caduceu livre de novelos e novelas!  Mas antes de te despedires da poderosa Medusa, recorda-te que ela é antes de mais um oráculo e então pergunta-lhe sobre o que deves conduzir para o submundo (porque não tem mais vida) e o que podes restabelecer com movimento renovado porque ainda tem pernas para andar. Isso sobre o que lhe perguntas há de se relacionar com o que tens no teu mapa entre o grau 26 de Touro e 5 de Gémeos. No dia 8 ela termina de te dar a resposta e então segues o teu caminho já numa nova direcção.

 

Resumindo: Esta lua nova coloca-te um problema enrolado para resolveres ao longo de uma semana. A solução está em:

  • Manter um foco firme na visão de futuro que acreditas ser possível ainda que não saibas exactamente como.
  • Dar espaço à cabeça alheia com paciência e sem medo para poderes conciliar opostos, unir perspectivas diversas sem cair em jogos de manipulação.
  • Separar calmamente os pesos mortos que ficarão pelo caminho e o que de útil pretendes transportar no resto da tua viagem.

 

amanhã também é dia

Amanhã também é dia!

Estes são os dias mais “perigosos” da retrogradação de Mercúrio, após a conjunção inferior.  Com as luzes e os sinais do fim de semana, ele (o Mercúrio em ti) acha que já sabe tudo e está ansioso para sair de onde está, resolver tudo o mais rapidamente possível, descolar-se daquilo que vem de trás, que continua a incomodar e que não se quer daqui para a frente, na tentativa de implementar as soluções e criar já, já, já, já o melhor ambiente futuro que anteviu.

Então parece tudo urgente (!) e quanto mais pressão se faz para avançar, mais arrastada e gordurosa a coisa fica e isso é enervante.

Mercúrio retrógrado e invisível por estes dias* é como óleo na estrada, se aceleras, derrapas. É enervante – é óleo, fula!

Mais vale respirar bem fundo. Com 3 A’s ficas melhor.

Lembra-te: “Parece mais do que o que é. Não tenho que resolver tudo hoje. Amanhã também é dia.”

 

* até dia 30, mas especialmente forte a 23 e 24 de Maio.

Mercúrio – novo ciclo

Ding, ding, ding!

Depois de uma série de dias com um OMMMMMM surdo a soar dentro da cabeça, tão mais pesado e entediante quanto maior a tua necessidade de cessar tudo e entrar em estado meditativo (para muitos apenas sentido como cansaço e sonolência), eis chegado o dia em que Mercúrio vai encontrar-se com o Sol na conjunção inferior, começando um ciclo mental e de desenvolvimento de interesses & competências ao serviço do teu propósito, com duração de 116 dias.

Entre hoje e amanhã, uma importante informação pode ser revelada dentro de ti (tão mais claramente quanto mais silêncio tenhas feito nos últimos dias) e abre-se a primeira página de um livro de 116 páginas que o teu Mercúrio vai desfolhar e escrever contigo durante todo o ciclo. Então escuta atentamente o que te vai dentro. E localiza o grau 0 de Gémeos no teu mapa porque é exactamente aí  que a história começa.

Enjoy

Um colar de 13 pérolas

Foi com grande alegria que participei no evento de Astrologia “Ao encontro com Vénus” juntamente com mais 16 astrólogos, durante uma semana na qual cada um de nós partilhou conhecimentos sobre Vénus à luz da sua perspectiva.

Podes encontrar aqui o vídeo da minha palestra “Ciclo de Vénus – Um colar de 13 pérolas” que que está disponível no Youtube no canal Astrologia, Energia e Consciência.

Nesta palestra, apresentei ideias-chave para o entendimento do ciclo actual, abordei as diferentes fases pelas quais a Vénus passa ao longo do seu ciclo sinódico, as datas importantes e os graus activados no decorrer do presente ciclo e indiquei pistas para a interpretação de cada uma das possíveis fases que a Vénus pode ter no teu mapa astrológico de nascimento.

Se tiveres interesse em ter o pdf com o conteúdo da apresentação, entra em contacto comigo.

Estou também disponível para agendar consultas e aulas.

A ponte entre Mai-Jun 2020 e 2022

Já reparaste numa ponte que estás a fazer com Maio/Junho de 2020? Ou é só comigo que está a acontecer? Se precisares de pistas olha para Gémeos no teu mapa astrológico.

Sentes que há assuntos e interesses que estavam muito claramente em cima da tua mesa nessa altura (Maio/junho 2020) e que regressaram agora à tua vida, à tua consciência?

Passaram praticamente 2 anos, o que pensas agora tu sobre esse(s) assunto(s)? Como analisas os progressos (ou a estagnação) que tiveram entretanto? Como te posicionas perante esses resultados?

Estás preparad@ para começar a conduzir esse(s) assunto para o PRÓXIMO NÍVEL de desenvolvimento e materialização, com tudo o que isso implica?

Eu pergunto… mas na realidade não dá para responder já – até porque as capacidades mentais estão no limite do esgotamento (ou não estão?) a apanhar a custo as últimas peças e a fechar um pequeno ciclo de 116 dias.

Esta ponte que suspeito que exista também na tua vida (especialmente se tens pontos importantes no teu mapa astrológico em torno do grau 4 ou 5 de Gémeos) deve-se ao facto de que a partir do dia 10 de Maio, Mercúrio vai começar a fazer a sua retrogradação praticamente no mesmo grau em que a Vénus terminou a sua retrogradação em Junho 2020. Check it!

Se evolução se faz em movimento contrário ao andamento do Sol pelo zodíaco (tal como é sugerido pelo movimento dos nódulos) então talvez este curto período até 3 de Junho te mostre quais os próximos passos na travessia desta ponte com os assuntos importantíssimos de Maio/junho 2020!

E depois, no final de Outubro, voltamos a falar…. 😊

Ao encontro de Vénus – 16 webinários gratuitos

Organizado com muito entusiasmo e amor pela Helena Barata Alves, “Ao encontro com Vénus” é um evento online, gratuito (!) sobre Vénus que vai decorrer entre os dias 6 a15 de Maio.
Neste link, podes inscrever-te no conjunto de 16 webinários, no qual 17 Astrólogos vão partilhar contigo a sua visão sobre Vénus.
O tema que preparei “Ciclo de Vénus – um colar de 13 pérolas” é no dia 11 de Maio às 18h30. O restante painel é de preciosos diamantes!
Para apaixonados por Astrologia será no mínimo enriquecedor!
É Vénus: Inscreve-te e desfruta!